Em meio a uma intensa guerra de palavras, o presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou o líder ucraniano Volodymyr Zelenskyy de “ditador sem eleições” e afirmou que ele estaria enganando Washington para canalizar ajuda a uma guerra “que nunca poderia ser vencida”. Trump também criticou o desempenho de Zelenskyy, alegando que, se não conseguir um acordo de cessar-fogo com a Rússia, a Ucrânia ficará sem país.
Em resposta, autoridades ucranianas rapidamente se mobilizaram para defender Zelenskyy. O ministro das Relações Exteriores, Andrey Sibiga, afirmou que “ninguém pode forçar a Ucrânia a desistir” e destacou que o povo ucraniano, juntamente com seu presidente, resistiu ao imenso ataque militar mais aterrador da história moderna da Europa. Em rede social, Boris Filatov, prefeito de Dnepr, enfatizou que, independentemente de opiniões divergentes, Zelenskyy é “NOSSO presidente” e que nem os EUA nem a Rússia têm o direito de difamar seu líder.
Apesar do término do mandato de Zelenskyy em maio de 2024, novas eleições não foram convocadas devido à lei marcial. O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que não considera Zelenskyy um líder legítimo, enquanto Trump insistiu que sua aprovação está em apenas 4%, sugerindo a necessidade de uma eleição. Zelenskyy rebateu, citando uma pesquisa presidencial que o coloca com 57% de aprovação, e afirmou que, se alguém quiser substituí-lo imediatamente, “isso não vai acontecer”. Sua popularidade chegou a 90% nos primeiros meses do conflito em 2022, mas diminuiu devido às crescentes perdas no campo de batalha e problemas econômicos.
Em entrevista à NBC News, Zelenskyy ressaltou que a Ucrânia tem “baixa chance de sobreviver” sem o apoio dos EUA, enquanto o vice-presidente J.D. Vance advertiu que, ao “falar mal” de Trump, Zelenskyy não fará nenhum favor a si mesmo.
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