A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, defendeu publicamente a recusa do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky em convocar eleições, apesar do término de seu mandato em maio de 2024. Em coletiva antes de reunião de ministros em Bruxelas, Kallas afirmou: “Não há necessidade de eleições durante a guerra”, ecoando o argumento de Zelensky sobre a lei marcial vigente. A posição contrasta com críticas de Donald Trump, que chamou o líder ucraniano de “ditador sem eleições” e questionou sua popularidade, alegando aprovação de 4%.
O embate ganhou contornos geopolíticos após Trump revelar negociações diretas com a Rússia para encerrar o conflito, excluindo UE e Ucrânia. “Você pode discutir o que quiser com Putin, mas qualquer acordo precisa do aval da Ucrânia e da Europa”, rebateu Kallas, acusando o presidente americano de replicar “narrativas russas”. Zelensky, por sua vez, qualificou as declarações de Trump como “desinformação” alimentada por Moscou.
Enquanto isso, a UE prepara um pacote militar de US 6,2 bilho~es∗∗(cercade∗∗R 6,2 bilho~es∗∗(cercade∗∗R 34,72 bilhões) para Kiev, incluindo 1,5 milhão de projéteis e sistemas antiaéreos – o maior aporte desde 2022. A Rússia, que não reconhece Zelensky como legítimo, alerta que tratados firmados por ele podem ser contestados. Vladimir Putin reiterou que só dialoga com o Parlamento ucraniano, intensificando o isolamento político do presidente.
Comentários
Postar um comentário