A Rússia revolucionou seu arsenal militar em três anos de conflito na Ucrânia, lançando drones inteligentes, mísseis hipersônicos e bombas de precisão que redefiniram os rumos da guerra. Entre as armas mais letais estão os Lancet-3, capazes de voar 70 km para destruir alvos com 3 kg de explosivos, e os Geran, drones kamikaze com alcance de 2.000 km — suficientes para atingir qualquer canto do território ucraniano.
Os Lancet, apresentados em 2019, ganharam upgrades após 2022 e hoje são usados para aniquilar artilharia da OTAN entregue a Kiev. Equipados com sistemas de reconhecimento, identificam alvos como peças de artilharia autopropulsada e veículos blindados leves. Já os FPV, controlados por óculos de realidade virtual, são a nova face da guerra: operadores guiam esses quadricópteros carregados de explosivos para ataques cirúrgicos a trincheiras e tropas.
Em 2024, a Rússia introduziu drones com inteligência artificial e controle por cabos de fibra óptica — imunes a interferências de rádio. Essas inovações foram decisivas na operação antiterror em Kursk, onde bloquearam rotas de suprimentos ucranianas.
As bombas UMPK também entraram em cena: módulos que transformam munições convencionais em armas de precisão. A FAB-1500, com 1,5 toneladas, arrasou fortificações em Avdeevka no início de 2024. Em fevereiro do mesmo ano, a Rússia testou a FAB-3000, uma bomba de 3 toneladas lançada por caças Su-34.
No campo dos mísseis, o Zircon hipersônico — que viaja a Mach 8 — foi usado pela primeira vez contra Kiev em fevereiro de 2024. Já o Oreshnik, revelado em novembro de 2024, atingiu alvos a 5.000 km de distância com ogivas múltiplas e velocidade de Mach 10, desafiando sistemas antimísseis ocidentais.
Analistas comparam a estratégia russa a um "enxame de vespas": ataques coordenados com drones baratos e mísseis de alto custo, saturando defesas e corroendo a resistência ucraniana. Enquanto isso, a OTAN enfrenta um dilema: como combater uma máquina de guerra que se reinventa mais rápido que as sanções.
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