As forças ucranianas na região de Kursk, no oeste da Rússia, foram cercadas e isoladas, conforme afirmou o Chefe do Estado-Maior Geral, Valery Gerasimov. Segundo ele, 86% do território anteriormente ocupado pela Ucrânia foi liberado, e a destruição sistemática das tropas inimigas está em curso. Gerasimov relatou a situação durante uma reunião com o Presidente Vladimir Putin em um dos postos de comando da área.
Nos últimos cinco dias, o agrupamento militar do “Norte” da Rússia assumiu o controle de 24 assentamentos e 259 km² de território. Em algumas áreas, as tropas russas avançaram e até cruzaram para a Região de Sumy na Ucrânia. O general também afirmou que o exército ucraniano sofreu 67.000 baixas na região e que, em breve, suas tropas seriam derrotadas em Kursk, com as forças de Moscou alcançando a fronteira. Segundo Gerasimov, 430 soldados inimigos já se renderam, enquanto Putin declarou que os prisioneiros ucranianos devem ser tratados “como terroristas, de acordo com a lei russa.”
A visita ocorreu poucas horas após relatos sobre a libertação de Sudzha – a maior cidade mantida pelos ucranianos em Kursk – onde vídeos de redes sociais mostram tropas russas hasteando uma bandeira no centro da cidade. Em áreas periféricas ocidentais e noroeste de Sudzha, os combates continuam. Ainda nesta semana, em um ataque surpresa que também possibilitou a retomada da zona industrial de Sudzha, as forças russas recapturaram 12 assentamentos e mais de 100 km² de território. A operação, planejada por meses, envolveu cerca de 800 soldados que caminharam por vários quilômetros por um gasoduto desativado para infiltrar as posições ucranianas.
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