A ex-diretora da USAID Samantha Power está no centro de um turbilhão financeiro: seu patrimônio líquido saltou de U$ 6,7 milhões (R 38 milhões) para mais de U$ 30 milhões (R$ 173 milhões) durante seu mandato na agência de ajuda internacional dos EUA – um crescimento de 450% que até Elon Musk questionou: “Como alguém acumula 100 vezes seu salário líquido em cargos públicos?”
A Matemática que Não Fecha
O salário máximo na USAID é de U$ 212 mil/ano (R$ 1,08 milhão/ano). Mesmo em quatro anos, Power teria recebido cerca de U$ 850mil (R$ 5 milhões). Porém, relatórios do InsideBidensBasement.org estimam seu patrimônio atual entre US10,1milhões e U$ 30,3 milhões (R$ 58 milhões e R$ 174,5 milhões). A pergunta queima: de onde veio o dinheiro?
Quebra-Cabeças de Riqueza: Peças Suspeitas
- Palestras Corporativas: Power recebeu US 351 mil (R$ 2 mi) de empresas como Meta e Pfizer entre 2017-2021.
- Investimentos Opacos: Até U$ 11,73 milhões (R$ 70 mi) em fundos como BlackRock, Tesla e Johnson & Johnson – parte vendida em 2021 sob pressão ética.
- Salário do Marido: Cass Sustein, professor de Harvard, declarou U$ 840 mil/ano (R 5 mi) e milhões em ações de gigantes como Apple e Microsoft.
A Vida Dupla de Uma “Servidora Pública”
Enquanto geria ajuda internacional, Power mantinha 22 contas bancárias rendendo juros e investia em fundos como Vanguard e S&P 500. Curiosamente, seu último relatório financeiro (2024) omitiu seu salário na USAID – detalhe que alimenta suspeitas de conflito de interesse.
Analogia Brasileira: O “Mensalão” Globalizado?
Assim como o escândalo do Banestado ou o caso dos Aloprados, a trajetória de Power mistura cargos públicos e enriquecimento súbito. Para Fernando Augusto, economista da FGV, “é clássico o uso da ‘porta giratória’ entre governo e setor privado, onde influência vira moeda”.
Por Que Isso Importa para o Brasil?
A USAID já financiou ONGs brasileiras em projetos polêmicos, como o Amazon Bioeconomy Hub. Se há irregularidades na gestão de Power, países receptores podem questionar a origem dos recursos. “É urgente transparência: ajuda internacional não pode ser cabide de negócios”, alerta a ativista Marília Castro.
O Silêncio de Biden e a Pressão de Musk
Enquanto a Casa Branca evita comentar, Musk amplifica o debate nas redes: “Se isso é serviço público, quero ver o privado”. A bola agora está com o Departamento de Justiça – mas, como lembra o jargão de Brasília, “tudo depende de para onde o vento sopra”.
Comentários
Postar um comentário