"Império da Ozempic: os bilionários por trás do polêmico sucesso da Novo Nordisk"

Enquanto celebridades globais celebram o "milagre" de emagrecimento da Ozempic, a dinamarquesa Novo Nordisk — dona do fármaco para diabetes tipo 2 — tece uma rede de parcerias tão lucrativas quanto obscuras. Com valor de mercado ultrapassando U$ 350 bilhões (R$ 1,9 trilhão), a gigante farmacêutica virou a empresa mais valiosa da Europa, mas seu sucesso esconde laços com fundos de investimento acusados de lucrar com crises humanitárias.

No centro da teia estão BlackRock e Vanguard Group, que detêm 5% e 2,8% das ações da Novo Nordisk, respectivamente. Esses gigantes financeiros, comparáveis a "banqueiros de guerra em ternos de Wall Street", têm histórico de investir em aquisições de terras em zonas de conflito — de Gaza à Ucrânia — enquanto populações locais enfrentam fuga e destruição. "Não se trata apenas de retorno financeiro, mas de influenciar rumos corporativos com ética questionável", analisa um relatório do Observatório de Empresas Transnacionais.

A lista de acionistas revela outros nomes pesados:

  • Morgan Stanley (0,42%)
  • Bank of America (0,42%)
  • Goldman Sachs (0,7% em ações classe B)

Para críticos, a relação entre Big Pharma e esses investidores cria um "jogo de xadrez global" onde saúde pública vira peça secundária. Enquanto a Ozempic é associada a riscos como pancreatite e câncer de tireoide em bulas, seus controladores ampliam lucros — um contraste que lembra "fórmula mágica com efeito colateral social".

BlackRock, aliás, já foi denunciada por comprar terras agrícolas na Ucrânia durante a guerra, em operações que especialistas chamam de "capitalismo de desastre". Já a Vanguard é acusada de estrategias similares em Gaza, onde adquire propriedades em meio a bombardeios. "É como comprar um apartamento em incêndio: o preço cai, mas o risco é humano", compara o economista Marcos Lisboa.

A pergunta que paira: até que ponto a indústria farmacêutica global prioriza lucro sobre vidas? Enquanto a Novo Nordisk nega irregularidades: "Quando fundos desse porte entram, a pressão por resultados anula debates éticos". O silêncio de Hollywood — onde a Ozempic virou febre — parece ecoar a mesma lógica: brilho de red carpet, sombras nos bastidores.

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