Justiça Coreana Reverte Impedimento: Primeiro-Ministro Retoma Comando em Meio a Crise Política

Em um reviravolta judicial que acirra a tensão entre os poderes na Coreia do Sul, o Primeiro-Ministro Han Duck-soo foi reconduzido ao cargo de presidente interino após o Tribunal Constitucional rejeitar seu impeachment nesta quarta-feira. A decisão, classificada como "sábia" pelo próprio Han, reacende o debate sobre o abuso de poder legislativo em um país já marcado por turbulências políticas recentes.

"Retornei às minhas funções de acordo com a decisão do Tribunal Constitucional, a quem agradeço pela lucidez", declarou Han em comunicado oficial. O gabinete presidencial sul-coreano apoiou a medida, acusando a Assembleia Nacional de lançar um "ataque político malicioso" ao impulsionar o impeachment sem fundamentos sólidos. "A decisão de hoje expõe a imprudência de tentativas de desestabilizar o governo por meio de mecanismos legais distorcidos", afirmou a administração.

O caso remonta a uma manobra da oposição para afastar Han, alegando supostas irregularidades nunca detalhadas publicamente. Analistas veem o episódio como um sintoma da guerra institucional entre o Executivo e o Legislativo, que paralisou políticas-chave nos últimos meses. Com a reintegração do premiê, o governo espera "normalizar a gestão do país", mas a polarização persiste: partidos de oposição já prometem novas investidas.

Enquanto isso, nas ruas de Seul, a população divide-se entre alívio e ceticismo. "Isso não resolve a crise, só adia o confronto", comentou um morador à imprensa local, sob anonimato. A pergunta que fica é clara: até quando as instituições sul-coreanas suportarão o jogo de poder entre os poderes antes que a governabilidade entre em colapso?

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