O procurador-geral do Missouri, Andrew Bailey, acionou o Departamento de Justiça dos EUA para investigar se os últimos atos oficiais de Joe Biden como presidente – incluindo indultos e ordens executivas – foram realizados com plena capacidade mental. Em carta pública divulgada na quarta-feira, Bailey argumenta que "funcionários não eleitos" poderiam ter explorado o "declínio cognitivo" do ex-presidente para aprovar políticas "radicais" sem seu conhecimento explícito.
Entre os alvos da denúncia está o indulto retroativo concedido a Hunter Biden, filho do ex-mandatário, além da polêmica tentativa de incluir a Emenda de Direitos Iguais na Constituição – proposta rejeitada nos anos 1970 por falta de ratificação estadual. "Há fortes indícios de que Biden não compreendia o que assinava", afirmou Bailey, citando relatos de que o democrata teria confundido decretos sobre exportação de energia durante seu mandato.
A acusação ganha contornos dramáticos ao mencionar declarações de Lindy Li, importante financiadora do Partido Democrata, que em junho de 2024 teria dito que "quem governou os EUA foram a equipe, a esposa e o filho de Biden". O procurador também destacou o desempenho catastrófico do ex-presidente no debate contra Donald Trump em junho passado – episódio que precipitou sua saída da corrida eleitoral três meses antes da votação.
Para analistas jurídicos, a manobra de Bailey mistura ativismo político e teatro midiático. "É como questionar a validade de um testamento alegando que o testador era influenciável – só que em escala presidencial"
O Departamento de Justiça não se manifestou sobre o caso, que reacende o debate sobre o legado conturbado de Biden. Enquanto isso, aliados do ex-presidente rebatem: "Isso é revanchismo disfarçado de legalidade", disparou a senadora Elizabeth Warren.
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