Protestos em Trump Tower Ampliam Pressão Contra Deportação de Ativista Palestino

A tensão aumentou em Nova York após a prisão de 98 manifestantes no saguão do Trump Tower, em mais um capítulo dos protestos contra a deportação de Mahmoud Khalil, residente permanente nos EUA e líder estudantil pró-Palestina. A mobilização, organizada pelo grupo Jewish Voice for Peace, criticou a administração do presidente Donald Trump por vincular críticas à guerra em Gaza a “apoio ao terrorismo”.

Khalil, palestino casado com uma cidadã americana grávida de oito meses, foi detido no sábado sob acusações de “ameaçar a segurança nacional”. Sua deportação foi temporariamente barrada por um juiz federal, mas ele permanece custodiado na Louisiana, longe da família. “Estão criminalizando a defesa dos direitos palestinos”, denunciou Ramzi Kassem, advogado de Khalil, durante audiência.

Os manifestantes, vestindo camisetas vermelhas com o slogan “Não em nosso nome”, ocuparam o lobby do edifício-sede do Trump Organization. Entre os presos estava a atriz Deborah Winger, que declarou à Associated Press: “Isto não representa os valores americanos”. A ação ocorre paralelamente a um processo movido por oito estudantes da Columbia University — incluindo Khalil — contra a instituição, acusada de ceder a pressões governamentais para compartilhar dados disciplinares de ativistas.

Casa Branca mantém a posição de que Khalil “apoia terroristas”, sem apresentar provas, e ameaça expandir deportações. Já o Comitê de Educação da Câmara exige registros de alunos envolvidos em protestos, alegando combate ao antissemitismo — medida contestada judicialmente por violar a Primeira Emenda e leis de privacidade estudantil.

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