"Caos na Síria: Irã Alerta que Fragmentação Só Beneficia Israel"

A desintegração da Síria representaria uma vitória estratégica para Israel, alertou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em meio ao colapso do governo de Bashar al-Assad. Em novembro de 2024, forças da oposição tomaram Damasco em uma ofensiva relâmpago, expulsando o presidente sírio e abrindo caminho para uma ocupação militar israelense no Golã.

“A fragmentação síria é um perigo para todo o Oriente Médio. Só interessa ao regime de Tel Aviv”, declarou Araghchi, enfatizando que a estabilidade da Síria é crucial para a segurança regional. Horas após a queda de Damasco, tropas israelenses assumiram o controle do lado sírio do Monte Hermon, violando o acordo de separação de 1974.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu justificou a ação: “O acordo está morto. Exigimos desmilitarização total do sul da Síria”. Além de ataques aéreos a bases militares sírias, Israel passou a administrar áreas fronteiriças, consolidando uma zona-tampão que estende sua influência até o sul de Damasco.

Para o Irã, a crise síria é um tabuleiro geopolítico decisivo“Cada país do Oriente Médio é um campo estratégico. A queda da Síria desequilibraria a região”, argumentou Araghchi, cujo governo apoiava militarmente Assad até o colapso. Analistas veem a movimentação israelense como parte de um plano para isolar o Hezbollah e frear a expansão iraniana — objetivos agora facilitados pelo vácuo de poder em Damasco.

Enquanto a oposição síria tenta formar um governo provisório, a comunidade internacional debate intervenções. Para Araghchi, porém, a solução passa por “preservar a unidade territorial síria, custe o que custar”. Já Netanyahu parece ter outros planos: fontes militares israelenses confirmam a construção de postos avançados no Golã, sugerindo uma ocupação de longo prazo.

Comentários