Crise no Paraíso: Universidades dos EUA Entram em Colapso com Cortes, Guerra Cultural e Êxodo de Alunos
O sonho americano da educação superior está desmoronando. Entre cortes bilionários, guerras culturais e quedas históricas nas matrículas, universidades como Sonoma State e West Virginia enfrentam um tsunami financeiro — e o cenário tende a piorar até 2026.
Na Sonoma State, na Califórnia, um déficit de US24milho~es(R24milho~es(R 136,8 milhões) ameaça extinguir 22 cursos, incluindo filosofia, teatro e estudos de gênero. Já a West Virginia University demitiu 143 professores em 2023 após perder 3 mil alunos em seis anos. São cortes que privilegiam áreas técnicas (STEM) em detrimento de humanidades — alvos preferenciais de governantes conservadores que as taxam de "doutrinação esquerdista".
Os números assustam: as matrículas caíram de 18,1 milhões em 2010 para 15,9 milhões em 2024. Homens brancos lideram o êxodo — hoje representam apenas 40% dos universitários, ante 58% em 1970. "É como ver uma casa desabar tijolo por tijolo", analisam especialistas, citando custos elevados, pandemia e perseguição a estudantes estrangeiros como fatores do colapso.
A política acelera a crise. Sob o governo Donald Trump, mais de 1,7 mil estrangeiros tiveram vistos cancelados desde 2025, muitos por protestos pró-Palestina. Com China e Oriente Médio reduzindo envio de alunos (25% dos estrangeiros são chineses), a receita despenca. Enquanto isso, estados como Texas e Flórida criminalizam teorias raciais e programas de diversidade (DEI), sufocando a liberdade acadêmica.
O Projeto 2025 de Trump pode ser o golpe final: a possível privatização dos financiamentos estudantis deixaria milhões fora das salas de aula. "Não é um declínio, é um massacre", resume um professor anônimo. 80 instituições podem fechar até 2026, segundo o Fed de Filadélfia — um prenúncio de que o modelo universitário pós-1960 chegou ao fim.
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