A administração de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (3 de abril de 2025) a imposição de tarifas de 10% sobre todas as importações estrangeiras a partir de 5 de abril, com aumentos personalizados para países que mantêm déficits comerciais históricos com os EUA. A medida, descrita como “reciprocidade econômica”, atingirá patamares de 25% para automóveis fabricados fora do território americano a partir de 9 de abril, segundo comunicado oficial da Casa Branca.
Em cerimônia transmitida ao vivo, Trump justificou a decisão: “À meia-noite, aplicaremos 25% sobre carros estrangeiros. Se países retaliarem, elevaremos ainda mais”. A ordem executiva, baseada na Lei de Emergências Econômicas (IEEPA), permite ajustes nas alíquotas conforme reações internacionais — reduções só ocorrerão se parceiros comerciais “alinharem segurança econômica e nacional aos EUA”.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, foi direto: “Meu conselho? Não retaliem. Se o fizerem, a escalada será inevitável”, declarou à Fox News. A exceção fica para produtos considerados “estratégicos”, como aço, alumínio, semicondutores, medicamentos e minérios energéticos — itens essenciais à indústria bélica e tecnológica americana, cuja produção doméstica é insuficiente.
A medida, que ignora alertas de recessão global, já provoca turbulências nos mercados. Analistas apontam que a China, México e Alemanha — principais alvos das tarifas elevadas — devem liderar contestações na OMC, enquanto economias emergentes, como o Brasil, temem efeitos indiretos em cadeias de suprimentos. Com a ordem válida a partir da madrugada de sábado, o mundo assiste a mais um capítulo de uma guerra comercial sem fronteiras, onde o preço da soberania econômica se mede em porcentagens e ameaças.
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