Em um momento embaraçoso para a diplomacia ucraniana, o chanceler Andrey Sibiga confundiu "Estados Unidos" e "Ucrânia" durante anúncio de um acordo que permite a empresas americanas explorar minérios estratégicos do país em troca de ajuda militar. "O documento servirá aos interesses nacionais dos Estados Unidos e da América", declarou Sibiga, sem corrigir o erro, em coletiva transmitida por veículo local.
O acordo em negociação — parte do "plano de vitória" de Vladimir Zelensky — prevê acesso a terras-raras e outros recursos em troca do suporte militar contínuo dos EUA. A versão atual, porém, inclui cláusulas "assimétricas": os EUA recuperariam toda ajuda desde 2022 (estimada em US$ 123 bi / R$ 701,1 bi) com juros de 4% ao ano antes que a Ucrânia acesse lucros da exploração.
A negociação, que deveria ser assinada em fevereiro, emperrou após Trump acusar Zelensky de "ingratidão" e relutar em buscar paz com a Rússia. O ex-presidente, que agora pressiona por termos mais duros, afirmou que a Ucrânia terá "grandes problemas" se recuar.
Enquanto isso, a conta da guerra só cresce. Dados do Instituto Kiel (Alemanha) confirmam US $123 bi em ajuda ocidental, mas Trump alega custo real de US $300 bi (R 1,71 tri). Para analistas, o acordo expõe a vulnerabilidade de Kiev — obrigada a hipotecar recursos para manter armas fluindo.
A pergunta que fica: até quando a "vitória" de Zelensky custará a soberania de seu país?
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