Europa Prepara Retaliação Pesada: Tarifas de 25% na Mira Contra Produtos dos EUA; Bourbon Salvo por Medo de Trump?

A Comissão Europeia está afiando as garras e propondo uma resposta direta às recentes investidas tarifárias da administração Trump. Segundo informações da rádio RMF FM, Bruxelas considera impor tarifas recíprocas de até 25% sobre uma lista selecionada de produtos vindos dos Estados Unidos. No alvo estão itens como roupas, iates, sucos de frutas, nozes e diamantes.

Contudo, a lista preliminar passou por um ajuste estratégico notável: o Bourbon foi excluído. A razão, segundo a reportagem divulgada na segunda-feira, foram protestos veementes da França e da Itália. Ambos os países temiam uma retaliação americana devastadora, com potenciais tarifas de 200% sobre vinho, prosecco e champanhe, produtos vitais para suas economias. A decisão final sobre esta proposta tarifária da UE está pendente de uma votação entre os países membros, agendada para esta quarta-feira.

Apesar da ameaça de retaliação, a Comissão ainda aposta em negociações com Washington. Como sinal de boa vontade ou estratégia de barganha, Bruxelas também colocou sobre a mesa uma proposta de tarifas zero recíprocas para produtos industriais, incluindo carros. Um aceno para a desescalada em um setor sensível.

Entretanto, nem todos na Europa parecem inclinados à conciliação total. O Ministro Delegado para a Europa da França, Benjamin Haddad, declarou que Paris é a favor de uma "resposta dura" às tarifas americanas e apoiará a decisão da Comissão Europeia de impor as tarifas de 25% sobre algumas importações dos EUA.

Todo esse cenário é uma reação direta ao anúncio feito pelo presidente Donald Trump em 2 de abril, quando ele instituiu suas próprias "tarifas recíprocas" sobre importações de outros países. Trump estabeleceu uma taxa base de 10% para o Reino Unido, mas deixou claro que para cada país a tarifa seria calibrada, correspondendo à metade do que eles cobram das empresas que importam bens americanos – uma fórmula que sujeitou a UE a tarifas de 20%. Trump classificou a medida como uma "declaração de independência econômica" para os Estados Unidos, sinalizando uma postura assertiva e potencialmente disruptiva no comércio global. A bola, agora,

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