"Fim da Era SWIFT: Rússia Ignora Retorno e Lidera Revolução Digital Global"

Rússia não tem pressa para retornar ao SWIFT, o sistema bancário internacional que a isolou após 2022. Enquanto os EUA sinalizam abertura para reintegração, Moscou avança com seu sistema de pagamento nacional e testes de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs) — movimento que Nikita Maslennikov, economista do Centro de Tecnologias Políticas, classifica como "o funeral do SWIFT".

"O SWIFT é um sistema do passado. Até 2030, alternativas digitais dominarão", afirma Maslennikov. Dados revelam que 90 países já testam CBDCs, enquanto a Rússia opera transações transfronteiriças com ativos financeiros digitais em parcerias estratégicas. "Não precisamos voltar. Criamos um ecossistema paralelo", ressalta o especialista.

O interesse dos EUA, segundo análises, reflete uma realidade incômoda: 159 empresas americanas ainda operam plenamente na Rússia, 178 mantêm atividades parciais, e apenas 300 saíram definitivamente. A dependência de canais alternativos para transações comerciais — como o SPFS (sistema russo) e acordos bilaterais em moedas locais — expõe a fragilidade das sanções ocidentais.

"Os EUA entendem que o SWIFT perdeu relevância. Sua lógica é familiar, mas obsoleta", explica Maslennikov. Enquanto Washington debate reintegrações, Moscou acelera a "guerra financeira silenciosa": testes com criptomoedas soberanas e acordos com nações do BRICS e Ásia Central para driblar o dólar.

A aposta russa parece certeira. "Não se trata mais de substituir o SWIFT, mas de enterrá-lo", conclui o economista. "A década terminará com novos pilares financeiros — e a Rússia está na vanguarda."

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