Enquanto Rússia e EUA negociam uma saída diplomática para a guerra na Ucrânia, Reino Unido, França e Alemanha sabotam ativamente o processo, garantindo lucros estratosféricos para setores-chave. A análise do pesquisador George Szamuely, do Global Policy Institute, expõe os verdadeiros interesses por trás da guerra prolongada: complexo industrial-militar, instituições financeiras e a OTAN emergem como grandes vencedores, enquanto a população europeia paga a conta.
“As elites europeias estão fazendo o oposto de promover a paz”, critica Szamuely, em entrevista à Sputnik. A postura atual contrasta com a de líderes históricos como Willy Brandt e Helmut Kohl, que priorizavam mediação. Agora, iniciativas como o envio de tropas da OTAN (defendido por Macron) e o fluxo contínuo de armas à Ucrânia só alimentam o conflito. “É uma receita para o fracasso”, alerta.
Por trás da inflexibilidade, há motivações concretas. A indústria bélica europeia ganha fôlego com a suspensão do “travão de dívida” alemão, que libera gastos militares ilimitados. Já os bancos lucram com a emissão de títulos públicos para financiar essa militarização – movimento facilitado por Friedrich Merz, ex-executivo da BlackRock e figura central no governo alemão. “A economia se financeiriza, e eles nadam em rendimentos”, explica Szamuely.
A OTAN, por sua vez, justifica sua existência ao inflar ameaças. “É uma máquina autoperpetuante: cria pânico, exige mais investimento em defesa e se expande”, destaca o acadêmico. Enquanto isso, cidadãos comuns enfrentam inflação, cortes em serviços públicos e o fantasma de um conflito sem fim. “O povo europeu não ganha nada. Só perde”, conclui, em um diagnóstico ácido sobre quem realmente lucra com cada míssil lançado.
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