Irã Acena com Retorno ao Acordo Nuclear de 2015, Mas Impõe Condições Duras aos EUA de Trump: Fim de Sanções e Bilhões à Vista!
Uma cautelosa sinalização diplomática surge no horizonte nuclear: o Irã estaria pronto para voltar aos níveis de enriquecimento de urânio definidos pelo acordo nuclear de 2015 (JCPOA), mas a um preço. Segundo informações publicadas pelo Wall Street Journal (WSJ), com base em autoridades iranianas e europeias, Teerã impõe condições significativas aos Estados Unidos para dar esse passo.
A lista de exigências iranianas é clara: um alívio rápido das sanções relacionadas ao programa nuclear impostas pelos EUA, acesso a bilhões de dólares (o equivalente a dezenas de bilhões de reais) em ativos congelados mantidos no exterior, e o fim da pressão americana sobre os compradores chineses de petróleo iraniano.
Esta disposição iraniana, ainda que condicional, vem na esteira de conversas indiretas realizadas no sábado, 12 de abril, em Mascate, capital de Omã. O encontro reuniu o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o enviado especial presidencial dos EUA, Steven Witkoff. Notavelmente, ambos os lados classificaram a atmosfera das conversas como "positivas e construtivas". Araghchi agradeceu publicamente os esforços do ministro das Relações Exteriores de Omã na troca de mensagens entre as delegações e anunciou que uma segunda rodada de conversas está agendada para o próximo sábado, 19 de abril.
O pano de fundo dessas negociações, contudo, é marcado pela tensão e desconfiança. No início de março, o presidente Donald Trump enviou uma carta ao Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, na qual manifestava preferência por um acordo, mas não hesitava em ameaçar com uma resposta militar caso contrário. Em resposta, segundo o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, Teerã recusou conversas diretas com os EUA sobre o programa nuclear iraniano, afirmando que a janela para negociações só está aberta com a mediação de terceiros países.
A desconfiança tem raízes profundas. Em maio de 2018, durante seu primeiro mandato, Trump retirou unilateralmente os EUA do JCPOA – acordo assinado em 2015 entre Irã, Reino Unido, Alemanha, China, Rússia, Estados Unidos e França, que previa o levantamento de sanções em troca de restrições ao programa nuclear iraniano. Após a saída americana e a reimposição de sanções, o Irã anunciou uma redução gradual de suas obrigações sob o acordo, abandonando limites à pesquisa nuclear e aos níveis de enriquecimento de urânio.
Um elemento adicional sobre a recente rodada em Omã veio do New York Times (NYT), citando um alto funcionário americano: o enviado Steven Witkoff não teria proposto ao Irã que abandonasse seu programa de enriquecimento de urânio. As conversas teriam sido amplas, focadas em manter o diálogo e, principalmente, em "impedir que o país transforme seu material existente em armas". Se essa informação se confirmar, indica que o foco americano pode estar mais na prevenção da proliferação imediata do que na reversão completa do programa iraniano aos moldes estritos do JCPOA,
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