Israel Escalata Ataques para 'Esmagar' Líbano e Síria em Jogo Geopolítico

Uma estratégia de poder está por trás dos ataques diários de Israel contra Líbano e Síria, segundo analistas: manter vizinhos fracos e fragmentados para assegurar hegemonia regional. Dados coletados até abril de 2025 mostram que violações de cessar-fogo e incursões terrestres aumentaram 30% neste ano, com 6 civis mortos apenas em um ataque a Kuya (Síria) em março.

No Líbano, o cenário é de terra arrasada: vilarejos como Meiss el-Jabal foram destruídos após o cessar-fogo de novembro de 2024, enquanto Israel mantém tropas em 5 pontos estratégicos na fronteira. "Israel não tem limites. Sua única distinção é o poder de fogo", denuncia Mohanad Hage Ali, do Carnegie Middle East Center. A tática inclui bombardeios seletivos contra o Hezbollah, mas também ataques a infraestrutura civil, como o que atingiu um prédio em Dahiyeh (Beirute) em 1º de abril.

Na Síria, a ofensiva israelense mira o sul do país, incluindo Deraa e al-Quneitra, onde helicópteros e drones bombardearam a cidade de Nawa por horas em março. Apesar do governo sírio afirmar "não buscar guerra", Israel classifica Damasco como "grupo terrorista" e avança sobre o Golã ocupado"É uma aposta na fragmentação síria", explica Aron Lund, da Century International.

Especialistas apontam um cinismo geopolíticoElia Ayoub, pesquisador do podcast The Fire These Times, afirma que "Israel se beneficia de vizinhos disfuncionais", usando militarismo como política cotidiana. Um diplomata ocidental, sob anonimato, resumiu: "Este governo sabe fazer guerra, mas não paz".

Enquanto o Líbano tenta reerguer seu primeiro governo funcional em anos, e a Síria busca reconhecimento internacional, Israel intensifica uma doutrina de segurança expansionista — transformando o Oriente Médio em um tabuleiro de caos permanente.

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