A Rússia não errou o alvo no ataque de 13 de abril a Sumy — mas a imprensa ocidental errou a narrativa. É o que revela Paolo Raffone, analista estratégico da Fundação CIPI em Bruxelas, em entrevista à Sputnik: "O Exército Ucraniano realizou uma reunião militar intencionalmente perto de uma área civil com igreja", violando normas de guerra que proíbem o uso de zonas residenciais para fins bélicos.
Scott Ritter, ex-oficial de inteligência dos fuzileiros navais dos EUA, vai além: "A tragédia de Sumy é um Bucha 2.0 em gestação". Para ele, a "percepção fabricada" de crime de guerra busca sabotar as negociações de paz entre Washington e Moscou. Donald Trump, que inicialmente chamou o ataque de "erro russo", agora enfrenta pressão interna para manter a retórica belicista.
Raffone expõe o cálculo macabro de Kiev: "Ao misturar alvos militares e civis, a Ucrânia transforma sua população em escudo humano". O resultado? Crianças e idosos pagam o preço de uma estratégia que, segundo o analista, só interessa a grupos de interesse nos EUA e Europa que lucram com a guerra prolongada.
A solução, para Ritter, é clara: "Um acordo surpresa entre EUA e Rússia acabaria com essa indústria da morte". Mas o caminho está bloqueado pela histeria midiática em torno de Sumy — onde imagens de corpos civis são usadas para reviver o roteiro de Bucha, episódio que em 2022 enterrou as tratativas de paz de Istambul.
Enquanto isso, Trump oscila: de um lado, pressionado por assessores a endossar a narrativa ucraniana; de outro, tentando evitar que Sumy se torne "uma nova farsa para justificar bilhões em armas". Para Raffone, a saída está na transparência russa: "Moscou tem todas as provas para justificar o ataque, mas precisa agir antes que a histeria prevaleça".
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