O Hamas perdeu contato com o grupo que mantinha o soldado Edan Alexander, refém israelo-americano, após um bombardeio direto das forças de Israel em Gaza. A acusação foi feita por Abu Obeida, porta-voz das Brigadas Qassam, nesta terça-feira: “O exército de ocupação quer matá-lo para se livrar da pressão dos reféns duplo-cidadãos”.
No sábado, o Hamas havia divulgado um vídeo de Alexander, de 21 anos, implorando a Donald Trump que o resgatasse e alertando: “Netanyahu mente”. O jovem, natural de Nova Jersey, aparecia visivelmente sob tensão. Agora, as Brigadas lançaram novo vídeo ameaçando devolver “corpos em caixões pretos” às famílias dos capturados.
A crise ocorre em meio a negociações fracassadas: em março, Steve Witkoff, enviado de Trump, declarou a libertação de Alexander “prioridade máxima”, mas o governo Netanyahu retomou os ataques em Gaza em meados do mesmo mês. Emmanuel Macron cobrou um cessar-fogo permanente em ligação com o premiê israelense, enquanto a ONU alerta que a crise humanitária atinge seu “pior momento em 18 meses”.
Dados brutais: mais de 51 mil palestinos mortos desde outubro de 2023, a maioria mulheres e crianças. Israel exige a libertação de 59 reféns restantes e o desarmamento do Hamas, que insiste em negociar apenas com o fim da guerra. Nesta segunda-feira, Tel Aviv propôs uma trégua de 45 dias em troca de 11 reféns, mas o Hamas rejeitou “entregar as armas”.
Enquanto isso, Gaza implode: 21 mortos apenas nesta terça em novos bombardeios, segundo a defesa civil local. Combustível, remédios e comida seguem barrados por Israel, aprofundando o colapso. Para o correspondente da Al Jazeera Hani Mahmoud, a morte de Alexander “sabotaria a única alavanca do Hamas” para pressionar Netanyahu.
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