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Mostrando postagens de julho, 2015

Portfólio – Sem isso, esqueça!

Recentemente, o experiente ilustrador Ricardo Antunes, autor do “Guia do Ilustrador” fez um resumo sobre a importância do portfólio na vida de um ilustrador. Leia a seguir as principais dicas do Ricardo:   - Só se pode sonhar em entrar no mercado de trabalho sabendo trabalhar. Parece óbvio, mas tem havido problemas nesse sentido na área de ilustração. Alguém já contratou um pedreiro que não sabe fazer cimento? Ou um médico que não entende de medicina? Você contrataria um advogado que não entende de leis? Para ser um ilustrador tem que saber ilustrar bem, e isso implica em estudar muito, pesquisar muito, treinar muito, ter uma bagagem cultural mínima, e acima de tudo saber desenhar e saber pintar de forma competente. Sem isso, esqueça!   - O portfólio é o seu cartão de visitas profissional. Se ele tiver problemas significa que você é um profissional com problemas e ninguém contrata um profissional com problemas… Por isso é imperdoável um portfólio ‘meia boca’. Sem um bom p...

Especial Cinema Iraniano: DEZ

Abbas Kiarostami é conhecido por seus filmes realistas que, por meio de histórias simples e do uso de parábolas, conseguem projetar um pedaço da sociedade iraniana. Exemplos desses filmes são “Gosto de cereja”, onde um homem que pretende cometer suicídio procura alguém que possa enterrá-lo depois do ato. Diante disso, acaba se deparando com diversos personagens, entre eles, um homem que diz não ter cometido suicídio ao se lembrar do goste de uma cereja. Outro exemplo é “Onde fica a casa de meu amigo?”, filme que projetou Kiarostami internacionalmente, sobre um menino que pretende devolver o caderno do amigo. Em 2002, Abbas Kiarostami lança um filme bem diferente do que já havia feito até então. “Dez” é um retrato das mulheres iranianas urbanas e tem como cenário único o carro de Mania Akbari. Ali, ela da carona para diversas mulheres, além de seu filho Amin. Em cada uma das mulheres que por lá passam podemos ver uma perspectiva da sociedade iraniana. Em contraponto, a visão de mundo ...

Por que a Coca-Cola é assim… uma COCA-COLA?

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O Natal está chegando e as campanhas voltadas ao final de ano irão “bombar” na telinha, nas lojas, ruas, jornais, enfim em qualquer canto que um profissional de mídia possa imaginar. O personagem principal de toda essa história é o bom velhinho de barba branca e roupa vermelha. E hoje, caro leitor, seu sonho de que o bom velhinho existe já foi por água à baixo, mas te informaram que todo o estilo do vovozinho foi idealizado por uma marca de refrigerante mais conhecida e vendida no mundo inteiro? A bebida já foi chamada de “tônico para o cérebro” pelo próprio inventor Styth Pemberton ou “água com açúcar” por Steve Jobs. Então você me pergunta: Como uma bebida que é considerada “nada saudável” consegue conquistar tantos adeptos? Dizem que o segredo está na sua fórmula secreta, outros dizem que isso é lenda, mas uma coisa é certa: anúncios, vídeos, embalagens e virais criativos com visual deslumbrante, engraçados, marcantes e emocionantes fazem qualquer um sentir aquela “apertadinha” n...

Quem quer dinheiro? Motivação para 2/3 da vida

Na minha vida profissional sempre tive em foco o “Fazer o que se gosta” por que não sei trabalhar só por dinheiro, preciso intensamente gostar do que estou fazendo, do dia-a-dia da empresa e dos caminhos que estou traçando, um dos pontos menos importantes na minha lista de prioridades sempre foi a remuneração, quando alguma vaga me pede a famosa pretensão salarial, raramente sei o que dizer por que é muito relativo, existe uma tabela salarial da ADG www.adg.org.br  que nos ajuda nessa tarefa árdua, mas na verdade esse número não é o que mais importa. Quando avalio uma nova oportunidade pesquiso bastante pra saber onde estou me enfiando, neste momento as redes sociais são fortíssimas aliadas, pois com elas se pode levantar muita informação sobre a empresa e também sobre a galera que nela trabalha, sua localização, qualidade/quantidade de produtos e serviços, até mesmo sondar como a agência é vista pelo mercado e sua credibilidade. Depois do processo seletivo ter acabado e você ter rec...

Papel, tesoura e muita criatividade

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Maurizio Santucci, designer italiano, constrói suas imagens a partir de recortes de papel feitos à mão e finaliza cores e texturas digitalmente, brincando com contraste e formas para dar vida a suas criações fantásticas. Sempre tenta gerar surpresa, adicionando um toque surreal para suas situações e personagens, que parecem existir fora do tempo e do espaço.

Estudo em Vermelho

Quando a gente fala de inserir emoção em uma peça, usar cor é um jeito mais fácil de obter resultado. Isso porque a cor fala diretamente à emoção. Segundo uma palestra da Martha Gabriel, sobre a cor no webdesign, “cores e formas são os dois elementos básicos da comunicação visual. A forma afeta o intelecto, entidade tangível e a cor afeta as emoções, entidade intangível e puramente visual.” O cérebro tende a rejeitar informações pouco estimulantes tanto quanto rejeita as que não consegue compreender ou organizar. Uma boa forma de chamar a atenção do cérebro, então é usar estímulos. Um estímulo poderoso é a cor. Sem querer entrar no assunto da Tamara Alves (cinema), vou ter que roubar um exemplo de lá. Apesar do filme O Iluminado, de Kubrick, ser assustador e ter cenas realmente amedrontadoras, lembro-me de poucas delas. Assisti o filme há mais de 14 anos, mas tem uma cena que não me esqueço: a do elevador de sangue. Cena do filme O Iluminado, de Stanley Kubrick O vermelho aparece aos...

A doce vida de Fellini

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Federico Fellini nasceu em 1920 na Itália. Seus filmes possuem uma visão muito peculiar da sociedade. Em “A Doce Vida”, Fellini mostra que de doce, a vida pode não tem nada. O filme marca sua transição de neo-realismo, até então vigente em seus filmes, onde a temática do pós-guerra traz para o cinema a realidade sem interferências, com cenários reais, poucos efeitos e pouca edição, para o simbolismo, onde os problemas reais são discutidos de maneira mais alegórica, utilizando figuras de linguagem. A falta de comunicação, abordada durante todo o filme, se mostra logo na primeira cena, quando um helicóptero transporta uma estátua de Jesus Cristo até o Vaticano. Neste momento Marcello, vivido pelo ator Marcello Mastroianni, que está no helicóptero, tenta flertar com mulheres que tomam sol no terraço, mas não consegue pelo ruído da aeronave. Outra característica de Fellini utilizada é fragmentação da narrativa do filme, o que muito diferencia este dos tradicionais filmes que seguem uma l...

Crônica de uma morte anunciada?

Quantas vidas restam ao jornal? Nem de longe é a primeira vez que o suporte tem a sua morte anunciada. Para nos limitarmos aos últimos oitenta anos, primeiro o rádio e depois a tevê colocaram em xeque as potencialidades desse veículo de informações diárias. Desses embates surgiram alternativas, o suporte se reinventou e, por vezes, mimetizou, sem vergonha e de maneira caricata, características de outros meios. O jornal USA Today , por exemplo, em meados da década de 1980, se esforçou para incorporar a linguagem da televisão em seu leiaute. Textos mais curtos, uma profusão de cores, fotografias, mapas e gráficos emulavam uma visualidade que não estava na gênese dos periódicos. Mas o projeto carregado nas tintas se revelou um esforço inócuo, deixou ainda mais evidente os contrastes que há entre essas duas mídias. Os primeiros esboços de popularização da internet, há mais de uma década e meia, trouxeram novamente essa discussão à tona. Os jornais, apavorados pelas possibilidades da leitu...

Irma Boom

A designer holandesa falou sobre o seu trabalho no Museu do Design de Zurique , no dia 13 de Maio. A palestra fazia parte das atividades relativas à exposição “Every Thing Design”, em cartaz no museu até 19 de Julho, para a qual Irma projetou o catálogo . Irma Boom iniciou sua carreira no escritório de design do governo holandês, onde trabalhou por cinco anos. Em 1991 ela abriu o seu estúdio em Amsterdam, dando início ao projeto do livro comemorativo dos cem anos do conglomerado holandês SHV. Este livro, de 2.136 páginas, foi realizado em cinco anos de trabalho, entre pesquisas e execução do projeto. E provavelmente não tem nada em comum com os demais livros realizados para a mesma finalidade. A começar pelo volume do livro, com 11 cm de lombada. É uma viagem de 2.136 páginas por dentro da mentalidade da empresa SHV, em ordem cronológica invertida, sem índice ou numeração nas páginas. Mais do que um livro, é um objeto abstrato, enigmático, tátil, vivo. A forma é toda conectada ao conte...

Paula Scher e o campo do design

O blog Pr*tty Sh*tty publicou nesta semana uma entrevista com a Paula Scher , onde ela discute aspectos da relação dos designers com clientes corporativos. Compartilho aqui alguns trechos (tradução minha): Eu acho que esse foi um ano ruim para o design em geral e não estou muito certa do que tenho visto ultimamente. Na maior parte das vezes, eu sinto como se estivesse testemunhando o total abandono do design gráfico. É como se toda a indústria estivesse gritando: SOMOS POBRES ESTAMOS COM MEDO e SOMOS IDIOTAS. (…) Muitos jovens designers talentosos abandonaram seu papel em melhorar o ambiente visual geral. Muitos só querem trabalhar em projetos culturais, ou sem fins lucrativos, ou em projetos que eles entendem que são “bons para a sociedade”. Isso pode ser valorizado dentro da comunidade dos designers, mas de fato não atinge as pessoas comuns. Esses designers tem medo de se envolver nas áreas dominantes de design de embalagem, design promocional ou corporativo. Eles esquecem que esse...

Cartazes de Chaumont

Complementando a exposição Connexions>Conexões, 72 cartazes compõem a mostra “O Espetáculo está na rua – cartazes de Chaumont”que fica no Tomie Ohtake até 22 de Novembro de 2009. De um lado, estão 24 peças históricas do final do século XIX – litografias de Jules Chéret, Toulouse-Lautrec e Bonnard, entre outros. Além dessas peças, há também 48 cartazes criados por designers contemporâneos como Grapus, M/M Paris, Vincent Perrottet, Phillipe Apeloig e Michel Bouvet. É interessante olhar de que maneira a forte tradição cartazística francesa influencia a produção gráfica contemporânea. No artigo publicado recentemente no site da AIGA – “French graphic design: a contradiction in terms?” a crítica Véronique Vienne comenta justamente alguns desses cartazes, que estiveram presentes na retrospectiva da producão francesa das últimas duas décadas, ocorrida em Chaumont neste ano. Segundo Véronique, a preferência francesa pela expressão pictórica em vez da funcionalidade gráfica é antiga. P...

Nova marca da AOL

Um assunto que rendeu muitos comentários em sites americanos nas últimas semanas foi o redesenho da identidade visual da American Online (AOL). A nova cara da empresa anuncia sua nova fase, independente da Time Warner. Foi desenvolvida pelo Wolff Olins , escritório cujo portfólio inclui trabalhos como a identidade dos Jogos Olímpicos de Londres 2012, a identidade das brasileiras Vivo e Oi, o “U” todo desenhado da Unilever, entre outros. Aqui no Brasil a familiaridade com essa marca é pequena, mas a AOL foi pioneira nos serviços de internet nos Estados Unidos com forte presença no mercado durante alguns anos. Alguns usuários se apegaram tanto ao início das suas vidas online (quando o acesso à internet vinha em um CD-ROM, lembram?) que usam o email “@aol” até hoje. Com as rápidas transformações nesse mercado, a empresa perdeu espaço. Agora, quer dar a volta por cima, alterando a percepcão do público de que a AOL não é mais a marca jurássica dos primórdios da web e reapresentando-se à su...

Mão, bico de pena, nanquim e papel

Conheci alguns desenhos de Arnaldo Pedroso d’Horta (1914-1973) enquanto pesquisava sobre as ilustrações de Odiléa, pois ambos foram colaboradores do Suplemento Literário do jornal O Estado de S. Paulo no começo da década de 1960. Eu já imaginava que iria gostar de ver os desenhos dele na Pinacoteca. Realmente me surpreendi, não apenas com a qualidade da sua obra artística, como também dos seus textos críticos. Esse artista de nome pouco conhecido teve a carreira iniciada no jornalismo, começando a pintar relativamente tarde, como autodidata. Logo trocou a pintura pelo desenho, ganhando o Prêmio de Melhor Desenhista Nacional na 2a Bienal de São Paulo, em 1954. No mesmo ano, foi também o primeiro brasileiro a ser premiado na Bienal de Veneza. Com a obra fundamentada no uso meticuloso da pena com nanquim, tratando de assuntos da natureza como folhagens, bichos reais ou inventados e estruturas orgânicas, Arnaldo Pedroso d’Horta tinha um sério caso de amor pelas ferramentas e suportes do ...

O direito de ir e vir

Nada me impressionou mais na Suíça do que os seus meios de transportes. A bicicleta é a opção de muitos, com ciclovias que acompanham a maior parte das ruas principais. Os patinetes são mania entre as crianças pequenas. No aspecto coletivo, a perfeição do sistema integrado de trens, bondes e ônibus me emocionou. Que paulistano não se emocionaria? A rede de trens da Suíça está entre as mais densas do mundo e é quase toda operada pelo governo. Os trens são efetivamente usados por todos, mesmo por quem tem carro, numa média de 40 viagens por ano por pessoa. Levando-se em conta que a população suíça total é inferior a 8 milhões de habitantes distribuídos em 41.300 km2, fica um pouco mais fácil entender tamanha organização. Como Richard Hollis menciona em seu livro “Swiss Graphic Design – The origins and growth of an Internation Style 1920-1965″, o relógio das estações de trem na suíça foi desenhado em 1955, por Hans Hilfiker. A forma do ponteiro dos segundos é inspirada no disco vermelho...

Com quantos estudos se faz um logo?

O vídeo mostra o longo processo de trabalho de Herbert Matter para o desenvolvimento do logo da New Haven Railroad . O documentário sobre esse importante designer suíço – The Visual Language of Herbert Matter – deverá ser lançado no meio de 2010. Vamos torcer para que também aconteçam projeções em cinemas aqui no Brasil. O cartaz do filme foi feito por Cristiana Couceiro , designer que tem uma linguagem gráfica bem interessante – ela usa colagens de fotografias PB antigas, pontuadas por detalhes em cores transparentes (como os filmes adesivos pantone de antigamente). Seu estilo tem a cara do passado (dos famosos posters de Matter, inclusive) mas, ao mesmo tempo, frescor. São composições sedutoras, mas não aleatórias. Conseguir contar histórias através de imagens não é tão simples como pode parecer.

Manifestos e Design

O professor José Bártolo está no Brasil para o 1º Congresso de Design do Amazonas e vem para São Paulo para dar uma aula aberta e um workshop para os alunos do Senac. Bártolo é Professor, Investigador e Curador em Design. Doutorado em Ciências da Comunicação (Universidade Nova de Lisboa, 2006) e Pós-Doutorado em Media Art (Princeton University/ Universidade Nova de Lisboa, 2007). Professor Coordenador e Presidente do Conselho Científico da ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos; é ainda Professor no Curso de Mestrado e Doutoramento da Faculdade de Engenharia e Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. É atualmente investigador no Centro de Estudos de Comunicação e Linguagem da Universidade Nova de Lisboa. PALESTRA Tomadas de Posição: Manifestos e Design A história do design pode ser contada através da história da produção de manifestos: desde as origens do design que movimentos, escolas e designers tomaram posição recorrendo ao manifesto. Na época contempor...

Bom design, bom negócio

Está em cartaz até o dia 24 de maio a exposição “Bom design, bom negócio” no Museu do Design, em Zurique. A mostra reúne pela primeira vez peças gráficas da comunicação corporativa da indústria química Geigy, produzidas entre as décadas de 1940 e 1970. Localizada na Basileia, a Geigy produzia principalmente substâncias para tingimento de tecidos durante o século XIX e início do século XX. A partir dos anos 1930, passou a produzir também inseticidas e medicamentos. Em 1970, fundiu-se com a Ciba, formando a Ciba-Geigy. Posteriormente, em 1996, a Ciba-Geigy juntou-se com a Sandoz para tornar-se então a farmacêutica Novartis. A imagem corporativa da Geigy é vista como importante contribuição suíça no contexto do design corporativo depois da Segunda Guerra Mundial. Nessa época, a máxima “bom design é bom negócio” orientava o gerenciamento de empresas como a Olivetti e a IBM, que estavam colocando em prática os seus belos programas de identidade visual. No caso da indústria farmacêutica, ...

Helvetica e Objectified

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Depois de ter lançado, em 2007, o documentário sobre a tipografia  Helvetica , o diretor Gary Hustwit apresenta Objectified , o seu segundo filme sobre design cuja première em São Paulo aconteceu no dia 19 de Junho, no Instituto Tomie Ohtake, por iniciativa do novo escritório de design Boldº. Em Helvetica, o assunto gira em torno do design gráfico: a onipresença da fonte no ambiente urbano é mostrada em cenas gravadas nos Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, Alemanha e Suíça, entre outros. Na primeira parte do longa, a história do projeto da fonte é revelada e o filme desenrola-se através de entrevistas com designers gráficos e tipógrafos emblemáticos de várias gerações: Massimo Vignelli, Matthew Carter, Wim Crouwel, Erik Spiekermann, Neville Brody, Stefan Sagmeister, Michael Bierut, Paula Scher, Jonathan Hoefler, Tobias Frere-Jones, etc. A sequência das entrevistas mostra como a adoção ou a rejeição total da Helvetica, desde os anos 1960 até hoje, foi de certa forma determinante par...

O valor do design por Marty Neumeier

Marty Neumeier, autor do best-seller The brand gap (traduzido como O abismo da marca ), esteve em São Paulo para falar a um grupo de executivos sobre o poder do design na construção de marcas inovadoras e diferenciadas. As ideias transmitidas fazem parte do seu mais recente livro The designful company: how to build a culture of nonstop innovation, ainda não lançado no Brasil. O evento aconteceu por iniciativa do escritório Gad’ Design e da Dextron Management Consulting. Designer gráfico há mais de trinta anos, especialista em estratégia de branding e inovação, Marty Neumeier dirige desde 2002 a consultoriaNeutron, localizada em São Francisco. Foi também editor da revista Critique: the magazine of graphic design thinking, entre 1996 e 2001. Pioneira nas reflexões sobre estética aplicada aos negócios, a Critique desencadeou a formação da Neutron e gerou muitas das ideias contidas no livro The brand gap . Articulado e aberto ao diálogo, Neumeier tornou-se uma espécie de guru missionário d...

Liberdade programada

Uma passagem do capítulo A não-coisa [2] , do Mundo Codificado, de Vilém Flusser: “A mão, a atividade de apanhar e produzir, tornou-se supérflua (…). As mãos tornaram-se supérfluas e podem atrofiar, mas as pontas dos dedos não. Pelo contrário: elas passam a ser as partes mais importantes do organismo. (…) As pontas dos dedos são indispensáveis para pressionarmos as teclas. O homem, nesse futuro de coisas imateriais, garantirá sua existência graças às pontas dos dedos. E aí se pode perguntar o que acontece, em termos existenciais, quando pressiono uma tecla. (…) Eu escolho uma tecla, decido-me por uma tecla. (…) O homem emancipa-se do trabalho para poder escolher e decidir. (…) Essa liberdade das pontas dos dedos, sem mãos, é no entanto inquietante. (…) A liberdade de decisão de pressionar uma tecla com a ponta do dedo mostra-se como uma liberdade programada, como uma escolha de possibilidades prescritas. (…) Essa é portando a liberdade de decisão que nos é aberta pela emancipação do t...

O designer-ilustrador

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Nos cartazes criados pelo francês Bernard Villemot (1911-1989) não há divisão entre o design e a ilustração. Ao contrário: o próprio desenho resolve, a um só tempo, a estruturação visual da peça gráfica e o problema da comunicação de idéias. Famoso por seus cartazes publicitários, Villemot produziu designs para Air France, Perrier, Orangina e para a marca suíça de sapatos Bally, entre outros. O seu trabalho possui o mesmo charme francês dos modernos Cassandre e Savignac, onde se vê uma esperteza da síntese visual, delicadeza das figuras representadas, uso sedutor das cores e o humor perspicaz. O trabalho de Villemot se insere num contexto que Meggs chama de “imagem conceitual”. Após a Segunda Guerra Mundial, a ilustração realista não respondia mais às necessidades da época. A fotografia surgiu apresentando maior fidelidade das imagens, e começou a tomar o mercado tradicional da ilustração. No momento em que a fotografia passou a ser o principal meio de representação fiel da realidade...

Visual porque, sou freelancer!

Primeiro, se você pensa que visual e aparência sua, de seu facebook e de seu Office não faz diferença, pois você é formado e tem experiência de anos na área, não termine de ler esse post porque vai passar raiva.   Começando, como diz o ditado a primeira impressão que fica, se você vai ao mercado fazer uma compra rápida entra “voando”, mas um homem mal vestido, virado em uma arvore de natal todo colorido, barba mal feita, chinelo de dedo e cabelo despenteado, tenho certeza que vai pensar coisas ruins, porém é só o segurança se certificando que você é um cliente normal, pois entrou correndo. Estranho, não? Vamos citar mais um exemplo, você vai a uma loja comprar um pendrive, faz o pedido, o vendedor abre uma gaveta e começa a procurar dentre vários objetos o pendrive que pediu. Estranho, não? Como nos exemplos logo acima citados, ambos deixam um ar de amador, de produto de má qualidade, ou seja, você não ia confiar nem no segurança e muito menos no pendrive que vem de uma gav...

Posters: crossovers minimalistas

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Quem nunca brincou de crossovers? Aquele momento que você escolhe dois ou mais personagens de mundos totalmente diferentes e os analisa, a ideia do Crossover surgiu nos quadrinhos, mas depois apareceu nos vídeo-games, e assim, conquistou milhões de adeptos. Hoje trago até vocês diversos posters que fazem crossovers, só que na versão minimalista, o resultado é incrível e tenho certeza que vocês vão adorar. Confira!

Quer CSS3? Então toma!

Hoje separei meu dia testando alguns códigos em css, e vou explicar um pouco sobre este tal de CSS3 o que ele tem de diferente do CSS2 e anteriores e vou mostrar algumas ferramentas na internet que lhe ajuda com o CSS3 como o famoso CSS3 Generator , então vamos lá, pois esta série de CSS3 vai ser um tanto quanto longa. Introdução ao CSS3 CSS3 , uma nova versão do CSS ( Cascading Style Sheets, folha de estilo em português ). Esta nova versão do css, se adapta melhor aos novos modelos de browsers ( navegadores ) como Google Chrome, Safari, Opera, Mozilla Firefox e enfim o desagradável Internet Explorer ( Não recomendo à ninguém ) ele suporta sim CSS3, só que não dá a mesma impressão que o Chrome , Safari e navegadores com mais porte. Obs : Para fazer o download dos navegadores listados acima, só clicar nos nomes dos mesmos Abaixo vocês verão um teste com os navegadores que listei acima, o teste será baseado no logo do Google Chrome feito somente em CSS3, deixo os créditos deste logo ...

Modificar a barra de rolagem do Chrome

Estava procurando algumas dicas sobre navegadores ( CHROME \o/ ) quando achei no Dicas Browser (do nosso querido amigo Marco Damaceno) um post sobre o Customização de CSS no Google Chrome um dos melhores navegadores que existem, na minha opinião o melhor, abaixo estarei ensinado como adicionar o famoso Cascading Style Sheets no Chrome. Para você que ainda não conhece códigos HTML e CSS, recomendo a leitura dos artigos: O que é HTML? O que é CSS? Para fazer a alteração siga a seguinte dica: Windows : Vá até -> AppData\Local\Google\Chrome\User Data\Default\ User StyleSheets . Linux Ubuntu : acesse o Nautilus. Navegue pelo caminho ~/.config/google-chrome/Default/ User StyleSheets . Nos dois caminhos você encontrará o arquivo User StyleSheets , abra-o com o editor de texto de seu computador e cole o seguinte código: ? 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 ::-webkit-scrollbar { width : 3px ; height : 3px ; } ::-webkit-scrollbar-track-piece {...

O que é HTML?

HTML é uma linguagem de computador desenvolvida para permitir a criação de sites. É bem fácil de aprender e ela é bastante poderosa na hora da criação de sites. O HTML sempre está em fase de revisão e evolução para atender às demandas e exigências do público internauta que cresce sob a direção da W3C , a organização encarregada de projetar e manter a língua. O HyperText Markup Language (HTML) HyperText (Hiper texto) é o método pelo qual você se move na internet, ou seja, você pode ir a qualquer lugar na internet sempre que desejar, clicando apenas em links. Markup (Marcação) são etiquetas ou tags, que dizem a um browser como publicar uma página na web, ou seja, o browser interpreta essas etiquetas e reproduz na tela. Como isso funciona? HTML é composto de uma série de códigos curtos digitado em um arquivo de texto pelo autor do site – estas são as tags. O texto original é salvo como um arquivo HTML e é visualizado através de um browser (navegador), como por exemplo o Google Chrome, ...