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Mostrando postagens de maio, 2019

As curiosidades da bandeira australiana

A bandeira de um país reúne muitas características incríveis que ajudam a contar a história da própria nação. Com a Austrália não é diferente: as suas raízes como colônia estão estampadas no símbolo nacional, que também traz traços únicos que valorizam a Austrália como nação. Existem três símbolos principais na bandeira australiana: - O primeiro é o Union Jack, o símbolo nacional britânico. Ele serve como lembrete das origens da Austrália como colônia britânica, significando historicamente aliança ao Império Britânico. Lembra como nós falamos sobre a importância do Union Jack nas bandeiras quando discutimos o símbolo nacional da Nova Zelândia? - O segundo é a Estrela da Commonwealth. O símbolo também é conhecido como Estrela da Federação e originalmente tinha seis pontas, representando as seis colônias britânicas. Hoje, possui sete: simbolizando os seis estados da Austrália mais o território de Papua Nova Guiné. - Por fim, há também a constelação do Cruzeiro do Sul. Es...

A anêmona e o peixe-palhaço

Facilmente reconhecido por sua cor alaranjada e listras brancas, o peixe-palhaço vive nos recifes de coral do Pacífico. O peixe-palhaço tem uma forte ligação com anêmonas, pois um beneficia o outro: As anêmonas fornecem abrigo, proteção e também delimitam o território do peixe-palhaço, afastam predadores e são o local de desova. Já o peixe-palhaço ajuda a anêmona a capturar suas presas, já que sua cor linda e vibrante e seus movimentos chamas a atenção das presas. Além disso, as anêmonas também acabam se alimentando dos fragmentos de alimentos deixados pelo peixe-palhaço. E já que estamos falando de alimentação, o peixe-palhaço geralmente é onívoro, mas existem espécies herbívoras também. Para habitar uma anêmona, é necessário que o peixe-palhaço “conquiste” seu novo lar. Com uma dança bem complexa, o peixe nada gentilmente próximo a ela, tocando seus tentáculos com diversas partes de seu corpo, para que a anêmona se acostume com ele. O mais interessante é que há uma ca...

A água das geleiras é potável?

As geleiras se tornaram atrações turísticas em regiões montanhosas. Mas além da vista espetacular que oferecem, as geleiras também são um recurso natural útil. As populações que vivem em climas áridos perto de montanhas utilizam a água derretida das geleiras para consumo durante o ano. Diversos rios na China e na Índia foram formados a partir da neve derretida do Himalaia, especialmente durante o verão. Em La Paz, Bolívia, os habitantes se beneficiam do topo de uma montanha nevada para os períodos de seca. As águas de geleira também são úteis para irrigar plantações. Há mais de 1000 anos, agricultores da Ásia se utilizavam de materiais escuros como o solo para derreter a neve mais facilmente, uma vez que a luz solar absorve mais calor e promove o derretimento mais rápido. Uma coisa é certa, potável ou não, com certeza é sempre refrescante. O melhor de tudo é que essa água é obtida a partir de recursos naturais, sem causar impacto negativo na natureza. A Solví trabalha de m...

A origem da tatuagem

Você gosta de tatuagens? Esses desenhos lindos, que por vezes são curiosos, têm origem aqui na Polinésia Francesa, há 400 anos. Existe até mesmo uma lenda sobre Tohu, o deus da tatuagem, que pintava os peixes do mar com cores e padrões vibrantes. Mas quem usou a palavra “tattoo” pela primeira vez foi o naturalista Joseph Banks, a bordo do HMS Endeavour, descrevendo a “maneira indelével como aquele povo marca sua própria pele, de acordo com seu humor ou disposição”. Na cultura polinésia, a tatuagem é um método tradicional de adquirir poder – ou mana, proteção e força espirituais, e é tida como um símbolo de caráter e hierarquia – o local de uma tatuagem no corpo deveria ser determinado pela genealogia e posição social. Enquanto pessoas sem tatuagens eram vistas como pertencentes ao nível social mais baixo, guerreiros tatuados eram muito mais atraentes para as mulheres. Considerada uma arte, o ato de tatuar é uma cerimônia sagrada, e antes de fazer uma marca permanente, a pe...

A Nova Zelândia e o voto feminino

O voto feminino é parte integrante obrigatória para se construir uma sociedade verdadeiramente igualitária. Ao viajar pelo mundo na Expedição Oriente, temos contato com várias culturas e países com históricos bem diferentes. Em 1893, a Nova Zelândia foi o primeiro país a permitir que mulheres adultas votassem. Isso foi resultado dos esforços de um movimento liderado por Kate Sheppard. Ela escreveu um panfleto famoso em 1888 que reunia 10 motivos para as mulheres da Nova Zelândia votarem. Hoje, Kate aparece na nota de dez dólares da Nova Zelândia. A história do voto feminino é bem complexa de se analisar, já que diversos países possuíam maneiras bem diferentes de realizar a proibição ou de permitir o voto. Por exemplo, desde 1718 as mulheres suecas que eram membras das guildas municipais podiam votar, mas este direito se perdeu em 1771. Em outros países, somente as mulheres que detinham propriedades (ou seja, bem poucas) tinham o direito de voto garantido. Tendo isto em mente, fi...

A natureza é capaz de tudo!

A Indonésia é o lar de muitas belezas, mas também de um grande desastre natural. Nós já falamos sobre ele, foi a erupção do vulcão Krakatoa. A erupção devastou a ilha. O ar ficou completamente saturado de cinzas e a visibilidade era tão prejudicada que as luzes também eram acesas pela manhã. Para se ter uma ideia, as cinzas no ar chegaram a 50km de altura, e lá ficaram por meses! Foi apenas na primavera de 1884 que as cinzas começaram a baixar. Mas a ilha estava morta. Depois de um mês de erupção, o naturalista Joseph Constantin foi visitar a ilha e encontrou uma pequena aranha que estava construindo sua teia. Alguns anos depois, a ilha já tinha arbustos novamente – graças ao vento que trouxe as sementes, e uma outra expedição científica encontrou formigas, cobras e até pássaros! Os répteis e os mosquitos foram parar na ilha trazidos pela água; borboletas voaram até lá das ilhas vizinhas e assim a natureza foi se reconstruindo na região. Mas foi apenas 35 anos depois q...

A múmia, a paz e o mistério da Patagônia

Nunca imaginamos encontrar uma verdadeira múmia em plena Patagônia Chilena! Mas quando chegamos ao Chile, um amigo nos falou do corpo de um indígena preservado há décadas em uma Ilha a 50 milhas de Punta Arenas. Navegamos até o local, e acompanhados Luís, um funcionário da salmoneira local, chegamos a gruta aonde está a múmia. Foi uma grande surpresa. Ainda é possível ver pedaços de tecido humano nas mãos e barriga. Nos chamou também muita atenção o fato da múmia estar totalmente protegida da chuva e dos ventos. Acredita-se que o corpo não tenha mais de 100 anos e pertença a tribo indígena Kawésqar, mas ainda há algumas dúvidas sobre sua origem e se foi conservada pelo gelo ou passou por algum processo de mumificação. Segundo a publicação “Historical Overview and Tales of Indigenous Peoples of Chile”, quando um índio da tribo Kawésqar morria, uma fogueira era acessa para afugentar os espíritos malignos. Durante esse tempo, os membros da tribo pintavam seus rostos. O corpo fal...

A lenda do vulcão Osorno

Continuamos pesquisando mais sobre nossos próximos destino e descobrimos que em breve estaremos perto de um vulcão, o Osorno. Ele fica a 60km a noroeste de Puerto Varas. Apesar de Puerto Varas não estar em nossa rota, o vulcão é visível desde a grande ilha de Chiloé. A paisagem parece familiar e é comparada ao Monte Fuji, devido ao topo coberto por neve. O vulcão fica à bordo do lago Llanquihue, no Chile, e tem 2652 metros de altura. Entre os séculos 18 e 19, entrou em erupção 11 vezes, mas já faz aproximadamente 125 anos que ele segue sem atividade. O cientista Charles Darwin presenciou uma das erupções, em 1835. Ele até sugeriu a existência de uma relação entre a atividade simultânea entre vulcões distantes um do outro, mas havia se baseado em dados incorretos. O vulcão é conhecido por uma atividade “feroz”. Dentro da mitologia local, diz-se que o vulcão abriga um poderoso e perverso espírito havia sido aprisionado no vulcão, Peripillán. A razão para as erupções do vu...

A Lenda do Buda de Jade

Às vezes, evitamos passar por processos que nos causam dor, seja ela física ou emocional, porque não a suportamos. Mas, pode ser que no futuro, tudo venha a valer a pena. Diz a lenda que uma cidade havia construído um bonito templo. Mas faltava uma estátua de Buda para ficar em seu centro. Assim, foi contratado um escultor para realizar o trabalho. Dada a importância da obra, o escultor fez questão de escolher pessoalmente a pedra que daria origem à estátua de Buda. Ele optou por uma grande pedra de jade nas montanhas próximas à cidade e a partiu em duas, escolhendo uma delas para começar. No primeiro talhar, a pedra começou a falar com ele. “Dói muito. Não poderia me cortar de um jeito mais suave?” ela pediu. Com paciência, o escultor respondeu: “A resistência é um processo. Se você tiver determinação, terá uma nova vida no final desta dor. Confie em mim e por favor continue a suportar”, disse. Como a pedra continuou a chorar e reclamar, o escultor decidiu abando...

A Guerra pela Independência do Brasil

Nos livros de História, geralmente aprendemos sobre o significado do 7 de Setembro e da Independência do Brasil como um momento de heroísmo e nacionalismo. Mas nem sempre nos lembramos de que os eventos desta data também foram o ponto de partida para um conflito de defesa pelo território nacional, a Guerra pela Independência do Brasil. De um lado, estava a nova nação liderada por Dom Pedro I. Do outro, o próprio pai dele, o soberano de Portugal, Rei João VI. O conflito começava a esquentar no final de 1821 e a população do Brasil se dividia em duas: as que queriam a independência e as que preferiam permanecer fiéis a Portugal. Regiões mais afastadas da capital, como o Pará e o Maranhão, se mantiveram alinhados com os colonizadores. Já Pernambuco lutava ativamente pela independência brasileira. Outros locais, como a Bahia, não conseguiam chegar num consenso. A partir de 1822, era comum ver embates entre as forças portuguesas e soldados brasileiros, que lutavam pela manutenção ...

A fauna e flora da Oceania

A Oceania possui uma das faunas e floras mais ricas do mundo. Uma visita aos países da região é garantia de encontrar espécies únicas e uma vegetação de tirar o fôlego. Em comparação com o resto do mundo, os territórios da Oceania foram os últimos a serem tomados por humanos. Isso contribuiu imensamente para a preservação de várias espécies no continente, transformando a sua fauna e flora em referência mundial. A ação do homem é danosa contra a preservação ambiental, principalmente quando consideramos que só recentemente na nossa história nós como espécie começamos a pensar neste impacto. Em posts anteriores, nós já falamos sobre os cangurus e os coalas, ambos animais típicos da Austrália e alguns dos símbolos da Oceania como um todo. O continente também possui espécies como o diabo da tasmania, cacatua, elefante marinho, numbat, kaluta e vários outros. Os marsupiais, por exemplo, só existem na Oceania. Assim como a fauna, a vegetação dos países da Oceania també...

A bandeira da Papua-Nova Guiné

Você sabia que a bandeira da Papua-Nova Guiné foi desenhada por uma estudante? E que a imagem retrata um pássaro típico da região? Saber mais sobre a bandeira de um país é uma excelente porta de entrada para muito conhecimento sobre uma nação. A bandeira da Papua-Nova Guiné é dividida diagonalmente em duas seções muito bem definidas. À esquerda, temos a constelação do Cruzeiro do Sul. Este símbolo é muito comum de se ver retratado nas bandeiras dos países do Hemisfério Sul, além de poder ser visto do país. Do lado direito, vemos a silhueta de uma ave-do-paraíso, pássaro típico da região. O design da bandeira foi escolhido por meio de um concurso nacional. O desenho escolhido foi o da então estudante Susan Karike, que tinha 15 anos na época. O vermelho e o preto, cores tradicionais das tribos da região, são predominantes na bandeira. A ave-do-paraíso também está no brasão da Papua-Nova Guiné. A bandeira atual da Papua-Nova Guiné foi adotada pela primeira vez em 1 de julho de 1...

A bandeira da Ilha de Páscoa

Já deu pra perceber que estamos empolgados com nosso próximo destino, né? Hoje vamos falar de mais um tópico sobre a Ilha da Páscoa: sua bandeira. Embora a Ilha de Páscoa pertença ao Chile, o povo Rapa Nui tem um sentimento muito forte de tradição e preservação, portanto sempre evidenciando a história e a cultura. E, no final das contas, é por isso que todos os curiosos querem voar até a Ilha né?  A bandeira tem apenas duas cores: vermelho e branco. O símbolo vermelho é uma forma incomum para nós, é um  rei miro : um ornamento de madeira utilizado pelos Rapa Nui. De acordo com o Museu de Arte da Universidade de Indiana, o rei miro é uma insígnia de alto escalão. O próprio chefe da ilha utilizava dois deles e mais outros dois nos ombros em ocasiões especiais. O formato do rei miro lembra um crescente, e pode ser associado à Lua, um símbolo muito recorrente na cultura polinésia. Também pode estar associado à canoa polinésia. Há também duas cabeças no rei miro – seu sig...

A ascensão e queda de Pedro Álvares Cabral

Nas escolas brasileiras, é comum falar muito da pessoa de Pedro Álvares Cabral e de sua importância para o descobrimento do Brasil. Por mais que ainda exista muita polêmica sobre se a chegada foi um acidente ou planejada, é incontestável a importância deste navegador na história mundial. Só que a vida dele não foi pontuada apenas por glórias. Pelo contrário: após o seu feito mais famoso, ele amargou uma vida bem complicada. Depois do descobrimento, a frota de Pedro Álvares Cabral deixou o Brasil no começo de maio de 1500 para retomar a viagem à Índia que havia motivado a saída de Portugal. No entanto, ao chegarem à cidade de Calicute, a tripulação foi atacada por um exército de nativos. Tudo indica que isso havia sido motivado pela rivalidade de um comerciante poderoso da cidade, que via desvantagem no comércio com Portugal. Ao chegar de volta à Europa, o Rei Manuel I logo preparou uma expedição que viria a se vingar do ataque. Só que algo aconteceu nesse tempo que azedou a r...

7 fatos sobre o urso panda

Vir à China e não ver um panda é como ir à Austrália e não ver um canguru. Esse mamífero é praticamente o símbolo do país. Mas sua fama não vem apenas de sua fofura, mas também por sua condição de ameaça de extinção. E para pensarmos mais na importância de manter os ursos panda por perto, separamos X motivos: 1. O urso panda é o símbolo da paz na China. Tribos em guerra hasteavam bandeiras com figuras de panda para pedir trégua. 2. A duração da vida de um panda solto na natureza é de aproximadamente 20 anos. Em cativeiro, eles podem viver até 10 anos mais. 3. Há somente cerca de 1000 pandas em todo o mundo, mas espera-se que a população chegue a 5000 até 2025. 4. Há menos de 300 pandas em cativeiro no mundo. Todos eles fazem parte de um programa de reprodução. 5. As pandas fêmeas ovulam apenas uma vez por ano, e seu período fértil dura entre dois e três dias. 6. Os chineses tem outros nomes para os pandas: “grande urso-gato”, “leopardo branco” e “urso bambu”. 7...

5 dicas para se dar bem em um país novo

Evidencie suas habilidades Descubra quais são seus pontos fortes e assuntos preferidos. Você pode usá-los para começar uma conversa ou para ajudar alguém – a solidariedade ultrapassa a barreira do idioma e você pode fazer um amigo simplesmente por tê-lo ajudado. Interaja com os locais Lembra daqueles diálogos na aula de inglês? Agora é sua chance: sempre que for ao mercado, à farmácia ou alguma loja, seja gentil e interaja com as pessoas, ainda mais se você tiver que ir frequentemente ao local. Com certeza você se sentirá mais à vontade falando outra língua. Lembre-se de fatos da cultura local “Em Roma, como os romanos.” Lembre-se disso sempre! Isso serve para saber como se comportar e também para conversar melhor com locais – um ótimo tópico pode ser as diferenças entre seu país e onde você está. Saiba com quem você vai conversar Nós, brasileiros, somos geralmente amistosos, carinhosos e falantes. Mas nem todo povo é assim – e isso não é um problema! Saber as principais cara...

5 coisas que o mar pode ensinar sobre uma nova carreira

Muitas pessoas nos perguntam de onde tiramos a coragem para abandonar nossa vida em terra. E nós sempre damos a mesma resposta: queríamos realizar nosso sonho. Nunca foi fácil, mas há alguma conceitos-chave para te ajudar se você está buscando novos horizontes e (m)ares. 1. Não tenha medo Valorize seu trabalho. Haverá pessoas para admirar seu trabalho, mas também haverá críticos. Não deixe essa onda afetar você: mantenha-se firme que o enjoo vai passar e você vai conseguir dominar seu novo projeto. 2. Mantenha seu objetivo em mente Se você for construir seu próprio barco, vai receber diversos palpites sobre o projeto, além de, mais uma vez, receber sugestões e elogios. Conselhos são bem-vindos, mas mantenha-se fiel a seus princípios e sempre associe seus valores pessoais. Não é à toa que nosso veleiro se chama Kat e é 100% sustentável ;-). 3. Converse com pessoas que já são da área e explore as atividades relativas Quando decidimos velejar, compramos um veleiro bem pequeno...

4 hábitos peculiares do povo chinês

A passagem pela China foi o momento mais emblemático da Expedição Oriente até agora. Uma cultura única em um país milenar possui particularidades que chamam a atenção de quem visita. Para que você mergulhe nesse universo com a gente, nós separamos a seguir alguns hábitos bem curiosos dos chineses que podem surpreender a quem mora do outro lado do mundo. Veja a seguir: 1.Lençóis ao sol Ao ver muitos lençóis estendidos ao sol, você pode pensar que os chineses estão esperando que eles fiquem secos. Na verdade, trata-se de uma crença de que o sol pode purificá-los. 2. Paciência zen Os chineses possuem jeitos bem particulares de responder a pedidos. Se disserem que vão pensar no assunto ou tentar, pode ter certeza de que nada será feito. Não existem urgências: tudo é feito no seu tempo adequado. 3.Fumo liberado Diferentemente de vários lugares do mundo, é plenamente permitido fumar em lugares fechados na China. 4. Tirar os sapatos Ao entrar na casa de alguém, é costume de...

4 curiosidades sobre Hong Kong

Continuamos explorando a China, mas a partir de hoje estamos em Hong Kong. Vamos ver várias coisas legais por aqui, mas logo de cara separamos 4 curiosidades exclusivas dessa cidade chinesa pra quem ama geografia, história, literatura ou pra quem gosta de aprender tudo! 1. Virou história Hong Kong foi uma das cidades visitadas pelos personagens de “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, escrito por Júlio Verne. 2. Arquitetura mística A geomancia chinesa e o Feng Shui tem um papel fundamental na arquitetura de Hong Kong. Isso é tão forte que o governo teve que compensar moradores que moravam perto de construções por terem seu fens shui desequilibrado. 3. Sinfonia de luzes Todos os dias, religiosamente, há um show de luzes na cidade – o show está até inscrito no Livro Guiness de Recordes como “show de luzes e sons permanente mais antigo” 4. Nas alturas Hong Kong é a cidade com mais arranha-céus no mundo, com 8.000 prédios com mais de 14 andares – quase o dobro de Nova York. Est...

3 curiosidades sobre Cape Town

Chegamos ao último porto da Expedição Oriente! A Cidade do Cabo é a nossa última parada oficial na viagem e aqui no game também, com encerramento oficial dia 10 de novembro. Até lá, vamos falar mais sobre o prêmio e o fim da viagem. Fique ligado! Para hoje, separamos 3 curiosidades sobre o país que abriga nossa última parada: 1. O Castelo da Boa Esperança Esse castelo é um ponto muito importante e conhecido da cidade. É a construção colonial mais antiga da África do Sul. Seu propósito inicial era ser um forte para acolher marinheiros que viajam pela região – conhecida pela árdua jornada. O forte tem o formato de uma estrela e hoje é usado pela Força de Defesa do país. 2. Línguas oficiais A África do Sul é o país com mais línguas oficiais em todo o mundo. Atualmente, 11 idiomas são reconhecidos como oficiais no país, e o próprio hino do país é cantado em várias línguas, como o inglês, Afrikaans, Zulu, Sesotho e o isiXhosa. 3. Dois nomes O clima da Cidade do Cabo é bem varia...

10 curiosidades sobre cangurus

Quando falamos na Austrália, é quase automático pensar neles que são os animais mais famosos do país: os cangurus. Com sua bolsa e pulinhos, os cangurus cativam os visitantes, mas também podem ser perigosos. Quer saber mais sobre esta espécie tão fascinante? Então continue acompanhando o Diário de Bordo a seguir. - O canguru é um dos animais típicos da Austrália, sendo quase sempre relacionado à identidade do país. - Além da Austrália, cangurus também são encontrados na Papua Nova Guiné e na Indonésia. - Curiosamente, os cangurus são incapazes de andar para trás. - Apesar de muito bonitinhos, os cangurus podem ser perigosos quando bravos. A força que possuem nas pernas pode machucar gravemente uma pessoa. - Os cangurus se movimentam de duas formas distintas: andam vagarosamente com as quatro patas ou aos pulos, usando as duas pernas. - Aliás, os cangurus conseguem pular bastante alto. Podem chegar até a três vezes a própria altura. - A bolsa que os cangurus usam p...

1 atmosfera de cada vez

A bordo da Expedição Oriente, temos Charlie, nosso instrutor de mergulho. Ele, melhor que todos nós, sabe que mergulhar é uma atividade divertida mas que deve ser feita com cautela, principalmente por causa da pressão. Em terra, nós sofremos a pressão de 1 atmosfera ( = 1 quilo por centímetro quadrado do corpo). Mas quanto mais fundo se desce, mais o oceano comprime o corpo humano. A cada 10 metros em direção ao fundo do mar, a pressão aumenta em 1 atmosfera. Essa diferença é percebida especialmente pelas cavidades recheadas de ar, como os pulmões e os ouvidos – conhecidos como calcanhar-de-aquiles dos mergulhadores. À medida que o mergulhador afunda, a pressão da água aumenta e empurra o tímpano para dentro, provocando dor. A pressão também comprime o tórax e os órgãos internos. Conforme a pressão aumenta, o coração começa a ter dificuldade para bombear o sangue, isso sem falar na falta de oxigênio! Este artigo foi retirado do antigo site. Sua autoria é dos Schurmann. ...

Tubarões de todos os tamanhos

Você sabia que antigamente os tubarões eram chamados de cachorros do mar? Foi apenas em 1569 que um marinheiro chamado John Hawkins cunhou o termo “shark”, que veio da palavra maia “xoc” (peixe). Hoje, já foram identificadas inúmeras espécies de tubarões: a menor é o tubarão-pigmeu (com apenas 10 cm) e a maior é o tubarão-baleia, que pode chegar a 15 metros e 20 toneladas, que diferença! Os tubarões possuem audição e olfato superior aos dos seres humanos, sendo capazes de sentir cheiros a 2.000 metros, além de que conseguem cheirar uma gota de sangue em 100 partes de água. Tem também a capacidade de ouvir sons longínquos e captar sete vezes mais tonalidades de cores do que nós. Existem muitas espécies de tubarões e a dieta deles depende de onde vivem, pois se adaptam facilmente ao ambiente onde estão. Há espécies que se alimentam de outros animais, como leões marinhos, golfinhos ou até mesmo outros tubarões. Espécies que vivem em maiores profundidades podem se alimentar crust...

Rinocerontes sem chifres

Exploramos em 4 safaris, as reservas de Huluwe Huluwe Imfolozzi e Thula Thula, ao nordeste da África do Sul. Vimos leões, girafas, zebras, búfalos e vários outros animais. Mas nos chocou ver raros rinocerontes brancos, o segundo maior mamífero terrestre sem seus chifres. Nesse país, a população dos rinocerontes vem diminuindo a cada ano e já estão na lista vermelha de espécies ameaçadas extinção devido a intensa caça ilegal para obtenção do seu chifre. Os criminosos profissionais armados invadem as reservas e roubam os chifres e deixam o animal ferido sangrar até morrer. Em algumas reservas até o exercito está ajudando nessa guerra contra os caçadores ilegais. Na África do Sul o número de rinocerontes caçados ilegalmente em 2015 foi de 1.175. Neste ritmo, o número de rinocerontes sacrificados a cada ano é maior do que o de nascimentos. O chifre é utilizado sob a forma de pó,e é vendido a 90 mil dólares o quilo no mercado asiático. Eles acreditam que o pó de chifre possu...

O Grande Buraco Azul

Uma das grandes maravilhas da natureza pode ser encontrada em Belize e atrai mergulhadores do mundo todo: o Grande Buraco Azul.</p> <!-- /wp:paragraph --> Trata-se de um buraco, de forma circular e com mais de 300 metros de diâmetro e 125 metros de profundidade e é tido como Patrimônio Mundial pela UNESCO. Para os aventureiros de plantão, o Grande Buraco Azul traz a oportunidade de mergulhar em meio a águas cristalinas repletas de vida marinha, incluindo peixes tropicais, tubarões de vários tipos e formações de corais. Este artigo foi retirado do antigo site. Sua autoria é dos Schurmann.

Lembrando de Margaret Mead

Hoje entrevistei uma mulher, a líder da comunidade de Gona Bara Bara. Mãe solteira de um menino de 11 anos, ela é uma pessoa forte, batalhadora pelos direitos das mulheres de sua vila. Vendo as crianças correndo na praia, crescendo livres e tão inocentes, me lembrei da antropóloga Margaret Mead, uma mulher que admiro, pois ela quebrou tantas barreiras em uma época que as mulheres estavam buscando um lugar ao sol. Em seu livro, “Crescendo na Papua Nova Guine”, a antropóloga fez vários estudos da cultura e comportamento dos nativos desse país. Ela tinha uma predileção pela Papua Nova Guiné, já que era o lugar que mais visitou em sua vida. E ela teve ideias feministas que chocaram sua época. Ela realizava estudos e lutava pelos direitos das mulheres e das crianças nas comunidades que visitava no Pacífico Sul. Assim como existe o livro sobre as descobertas dela na Papua Nova Guiné, ela também produziu um material valioso na Samoa. Mesmo depois de sua morte, os seus estudos ain...

Escritores do Mar: Patrick O’Brian

Enquanto Júlio Verne ou Herman Melville costumam ser mais lembrados por conta da sua forte relação com o mar, ninguém tira de Patrick O’Brian o título daquele que mais escreveu sobre ele. É de autoria dele uma série de 20 livros que registra as crônicas da Marinha Real Britânica durante as Guerras Napoleônicas. As histórias são protagonizadas por dois personagens icônicos: Jack Aubrey, capitão naval da Marinha Real, e o médico Stephen Maturin e a amizade deles. A série foi iniciada com um livro chamado Mestre dos Mares. O’Brian sempre foi muito elogiado como escritor especialmente por incluir uma riqueza invejável de detalhes em seus livros que retratam com fidelidade a sociedade da época e também os protocolos da Marinha Real. Patrick O’Brian nasceu em 1914, em Buckinghamshire, Inglaterra. Apesar de seus livros retratarem a Marinha Real, O’Brian se alistou na Força Aérea Real, tornando-se piloto durante a Segunda Guerra Mundial. O sucesso de O’Brian não foi imediato. A sé...

Diário do Capitão: De Borneo a Jakarta

No dia 25 de junho, seguimos direto para Jakarta, a 320 milhas. Evitamos passar pelo estreito de Malaca. Tínhamos a ideia de ir a Singapura, mas, devido aos frequentes ataques de piratas, resolvemos seguir em outro rumo para Jakarta. Na saída, no canal, a profundidade marcava 4,20 metros. Passamos muito perto de um rebocador que estava puxando uma chata de óleo de palma, o nosso óleo de dendê. Tivemos ventos de SE de 13 a 15 nós e nossa média foi de 150 milhas por dia. Passamos por diversos rebocadores puxando chatas com cabo de aço com mais de 300 metros, sem AIS e sem luz nas chatas. Tínhamos que ficar atentos a toda hora. Passamos a 3 milhas do navio SLCS – São Paulo com 209 metros por 30 de boca com destino a Davao a uma velocidade de 16,4 nós. Chegamos no canal de entrada da Marina Batavia à meia-noite, quando a maré já estava descendo. Na maré baixa o calado é de 2,20 metros e nós não queríamos ter o risco de ficar encalhados. Já havíamos feito uma reserva e tinha um...

Diário do Capitão: Chegando a Krakatoa (Parte 2)

Sem vento, seguimos a motor, tendo o máximo cuidado com as redes de pesca, que são inúmeras no trajeto. Chegou a noite e já tínhamos desviados de duas grandes redes. No entanto, à 1 hora da manhã, ficamos presos em uma delas. O cabo da rede se enrolou no bulbo de chumbo da quilha a 5,20 metros de profundidade. O Wilhelm teve que mergulhar com lanterna e faca e cortar os cabos para podermos seguir a navegação. Depois desse episódio, mudamos o rumo e tivemos que dar uma grande volta para entrar na rota dos navios e assim ficarmos safos das redes. Passamos por muitos rebocadores puxando chatas de carga e, quando chegamos no estreito entre as Ilhas Java e Sumatra, o movimento de balsas é intenso e a navegação foi feita com muita atenção. Chegamos em Krakatoa às 12h30 e ancoramos na frente do vulcão, onde tem um contingente oito guardas do parque nacional. Solicitamos a permissão para visitar e pagamos as taxas para poder caminhar e filmar a área. Fizemos as filmagens durante toda ta...

Diário do Capitão: A troca de peça (Parte 1)

Em Jakarta, tínhamos intenção de ficar somente uma semana. Houve um problema no sistema de refrigeração, exatamente no trocador de calor de água doce. Havíamos feito uma programação com representante da VolvoPenta de Jakarta com apoio da diretoria da VolvoPenta no Brasil para que o mecânico estivesse na Marina Bathavia logo que chegássemos. Tudo deu certo, o mecânico chegou no veleiro Kat e durante uma manhã detectou o problema. Havia a necessidade de troca do trocador de calor. Infelizmente, o representante não tinha a peça em estoque. Se fosse solicitar a Singapura ou EUA, poderia demorar de 1 a 2 semanas. Imediatamente fizemos uma pesquisa na internet buscando onde poderíamos conseguir o trocador de calor. Havia uma única solução: trazer dos EUA. Nosso filho Pierre viria a bordo e, em decorrência dessa emergência, fez um desvio na rota passando por Miami. O Wilhelm conseguiu através de um representante da VolvoPenta o trocador de calor que foi despachado de Minnesota e end...

Contêineres ao mar = perigo para a navegação

No último dia 17 de fevereiro, o navio Svendborg Maersk, de bandeira dinamarquesa, enfrentou uma forte tempestade, com ventos de 60 nós e ondas de 10 metros, na Golfo de Biscaia, na costa da França. Ao chegar ao porto espanhol de Málaga, o Maersk descobriu que cerca de 520 dos 7.200 contêineres que transportava haviam caído no mar. Esta é a maior perda de contêineres registrada em um único incidente. Todos os dias, navios transportam entre 5 e 6 milhões de contêineres, e há uma estimativa de que anualmente cerca de 10 mil contêineres caiam dos navios e sejam perdidos no mar. O grupo ambientalista francês Robin des Bois disse que irá processar o Maersk por não divulgar imediatamente a perda quando ocorreu, colocando em risco a vida de pessoas e outros barcos, causando poluição e abandonando resíduos no mar. A empresa responsável pelo Maersk declarou que a maioria dos contêineres não flutuará por muito tempo, especialmente em mares agitados. Mas a seguradora neozelandesa Vero Mari...

A lenda de Nian

Amanhã é comemorado o Ano Novo Chinês. Esta data tão importante para a cultura oriental tem as suas raízes em uma lenda fascinante que diz muito sobre a natureza humana e como lidamos com situações adversas. Hoje, vamos dividir a Lenda de Nian com você, capitão. De acordo com as lendas e tradições, o Ano Novo Chinês começava sempre que um monstro mitológico chamado Nian surgia para aterrorizar uma vila. Os moradores ficavam apavorados e não tinham como se defender da fera, que devorava aqueles que via em seu caminho, principalmente as crianças. Para conter a ameaça, os moradores passaram a colocar comida nas portas de suas casas para apaziguar a fome de Nian sempre que vinha, no começo do ano. Eles acreditavam que, se Nian estivesse satisfeito de comer toda a comida posta para ele, não iria devorar os moradores da vila. Só que as coisas não ficaram assim. Um dos moradores da vila decidiu se vingar da ameaça de Nian. Em seguida, um deus visitou este corajoso morador e o aco...

3 ilhas realmente desertas

A rota da Expedição Oriente tem nos surpreendido a cada milha. Mesmo ao parar em países que já visitamos antes, a experiência é única, as pessoas são diferentes. E mesmo quando não há pessoas, nos surpreendemos. É o caso da ancoragem na Ilha Ducie e nas Ilhas Marianas, lugares incríveis e lindos! Descobrimos que existem outras ilhas inabitadas no mundo e separamos três para vocês: Mu Ko Ang Thong (foto) Localizado no Golfo da Tailândia, esse arquipélago de 40 ilhas é coberto de vegetação tropical e apresenta várias formações rochosas. Suas praias têm areais brancas e jardins de corais, o que o torna um destino popular para turistas. Apenas uma ilha do arquipélago é populada: Lo Paluay, onde vivem ciganos do mar. Ilhas Coco A vegetação aqui é totalmente selvagem. Além de inabitadas, a presença de turistas é permitida apenas mediante permissão dos guardas do Parque de Costa Rica, que são as únicas pessoas que podem viver nas ilhas. A caça de tesouros submersos é popular, já ...