Ampliação da Saúde: SUS Integra 22 Novos Medicamentos, Diversificando Tratamentos
11 de janeiro de 2024 - Um marco significativo para a saúde pública brasileira foi alcançado com a incorporação de 22 novos medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). Esse avanço diversifica o leque terapêutico, abrangendo desde doenças raras até enfermidades crônicas. A medida, implementada ao longo do último ano, representa um esforço para fortalecer o acesso a tratamentos inovadores e essenciais para a população.
A ampliação do rol de medicamentos inclui uma variedade de opções, como tratamentos para doenças raras, infecciosas, oncológicas, crônicas e outras. Destacam-se avanços nas áreas de diabetes, tuberculose, HIV, esclerose múltipla, fibrose cística, hemofilia, mieloma e a introdução da vacina contra a dengue.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, a previsão é de que os dois medicamentos voltados ao tratamento do câncer beneficiem aproximadamente 8 mil pacientes nos próximos anos. Além disso, há perspectivas de novos tratamentos serem incorporados para pacientes com neuroblastoma.
Segue a lista dos 22 medicamentos incorporados ao longo do ano anterior:
- Beta-agalsidase - Doença de Fabry clássica.
- Vacina tetravalente TAK-003 - Prevenção de infecção por vírus da dengue.
- Inibidor de C1 esterase - Crises de angioedema hereditário tipos I e II.
- Acetato de icatibanto - Tratamento de crises de angioedema hereditários.
- Carfilzomibe - Mieloma múltiplo recidivado ou refratário.
- Cladribina oral - Esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa.
- Emicizumabe - Tratamento profilático de hemofilia A.
- Implante biodegradável de dexametasona - Tratamento do edema macular diabético.
- Pretomanida - Tratamento da tuberculose resistente a medicamentos.
- Trikafta - Tratamento de fibrose cística.
- Rituximabe - Indução de remissão de vasculites associadas aos anticorpos anti-citoplasma de neutrófilos.
- Suspensão oral de hidróxido de alumínio - Concentração de 60 mg/mL.
- Raltegravir - Profilaxia da transmissão vertical do HIV em crianças.
- Dolutegravir - Tratamento complementar ou substitutivo em crianças com HIV.
- Darunavir - Tratamento de pessoas vivendo com HIV em falha virológica ao esquema de primeira linha.
- Tafenoquina e teste quantitativo da atividade da enzima G6PD - Tratamento de malária por Plasmodium vivax.
- Alfagalsidase - Tratamento da doença de Fabry clássica.
- Carboximaltose férrica - Tratamento de anemia por deficiência de ferro em adultos.
- Ferripolimaltose - Tratamento de anemia por deficiência de ferro.
- Mesalazina sachê (2 g) - Tratamento de retocolite ulcerativa leve a moderada.
- Dapagliflozina - Tratamento de diabetes melito tipo 2 em pacientes com alto risco cardiovascular.
- Teste quantitativo da atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD) - Diagnóstico de deficiência de G6PD.
O processo de incorporação desses medicamentos no SUS é conduzido pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec). Essa comissão avalia os critérios associados aos fármacos, submetendo-os a análises técnicas e sociais, incluindo consultas públicas e chamadas para inscrição de pacientes nas reuniões da Conitec. Esse rigoroso processo garante a segurança e a transparência na incorporação de novas terapias.
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