Domingos Brazão Refuta Acusações Sobre Assassinato de Marielle Franco

Em uma entrevista contundente ao jornal O Globo, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), confrontou veementemente as alegações que o apontam como o suposto mandante do brutal assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. As acusações surgiram no âmbito da delação premiada do ex-sargento da Polícia Militar, Ronnie Lessa, porém, Brazão negou categoricamente qualquer envolvimento no crime.

Brazão, cujo nome teria sido mencionado por Lessa, expressou perplexidade diante das acusações e alegou total desconhecimento tanto das vítimas quanto dos acusados Élcio Queiroz e Ronnie Lessa. Em suas palavras ao jornal O Globo, afirmou: "Nunca fui apresentado à Marielle, ao Anderson, nem tampouco a Lessa e ao Élcio de Queiroz. Jamais estive com eles. Não tenho meu nome envolvido com milicianos. A PF não irá participar de uma armação dessas, porque tudo que se fala numa delação tem que ser confirmado."

As alegações publicadas pelo portal The Intercept sugerem uma possível motivação para o assassinato, apontando uma suposta vingança de Brazão contra Marcelo Freixo (PSB), que presidiu a CPI das Milícias durante seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Brazão foi mencionado no relatório final da CPI em 2008.

Diante das repercussões, a Polícia Federal emitiu uma nota esclarecendo que, até o momento, apenas uma delação foi homologada judicialmente, ressaltando a importância de não comprometer o sigilo das investigações. A PF não fez menção direta à reportagem do Intercept ou ao nome de Domingos Brazão, enfatizando que divulgações imprecisas comprometem o trabalho investigativo e expõem cidadãos.

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