Amoêdo Condena Postura Anti-Vacina de Zema e Prefeito: Um Retrocesso Inaceitável

Um líder outrora ligado ao Novo, João Amoêdo, agora critica veementemente Romeu Zema, governador de Minas Gerais, e Adriano Silva, prefeito de Joinville (SC), ambos do mesmo partido, por adotarem posturas negacionistas em relação à vacinação. O fundador do Novo, afastado do partido, utilizou as redes sociais para expressar sua indignação com a decisão de ambos de não exigir imunização para estudantes.

A Crítica Contundente

Amoêdo, através do X (antigo Twitter), acusou Zema e Silva de agirem de forma irresponsável, desdenhando da ciência, saúde e, por consequência, da educação. O líder destacou a ação como uma tentativa do "novo NOVO" de agradar ao bolsonarismo, considerando a decisão uma afronta aos princípios fundamentais de enfrentamento à pandemia.

Negacionismo em Ascensão

Romeu Zema, em um vídeo, anunciou que os alunos da rede estadual poderão acessar as escolas mesmo sem terem sido vacinados contra a Covid-19. A ausência de esclarecimento sobre se a decisão se aplica apenas à vacina específica ou a todas do calendário obrigatório do Ministério da Saúde gera incertezas e críticas.

A decisão de Zema segue a do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, que também declarou que escolas do estado não recusarão matrícula de alunos não vacinados. Esse movimento aparentemente coordenado se estende a seis prefeitos do estado que adotaram discursos semelhantes.

A Ofensiva Negacionista

O vereador do PSOL, Leonel Camasão, denunciou que a "onda" negacionista teve início com o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt, estendendo-se posteriormente a outros prefeitos, incluindo Adriano Silva (Novo/Joinville). A decisão, vista como ilegal e eleitoreira, desafia tanto o Código Penal quanto o Estatuto da Criança e do Adolescente.

A Lei em Questão

O Artigo 132 do Código Penal destaca as consequências para aqueles que expõem a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente, enquanto o Artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê sanções para o descumprimento do poder de tutela ou guarda. O vereador Camasão aponta para a ilegalidade evidente dessas medidas, enfatizando o cunho eleitoreiro que se intensifica à medida que se aproxima o pleito municipal de 2024.

Reações da Saúde Pública

O ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, condenou veementemente a postura de não vacinar crianças, considerando não apenas irresponsável, mas um crime contra a saúde pública, a segurança e a vida das crianças e adolescentes. Em um momento crítico global, as posturas anti-ciência e anti-vacina são duramente questionadas por especialistas em saúde.

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