Governadores na Contramão: Negacionismo Põe em Risco Educação e Saúde Infantil
Em um cenário onde a pandemia ainda deixa suas marcas, governadores adotam posturas negacionistas, comprometendo não apenas a saúde, mas também a educação das crianças. O protagonista desse episódio é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que, em um vídeo divulgado nas redes sociais, anunciou a flexibilização nas exigências de vacinação para acesso às escolas estaduais.
Decisões Polêmicas
A medida de Zema não esclarece se se refere apenas à vacina contra a Covid-19 ou a todas as demais obrigatórias pelo Ministério da Saúde. "Aqui em Minas, todo o aluno, independente de ter ou não vacinado (sic), terá acesso às escolas", declarou o governador, sem oferecer uma distinção clara.
Negacionismo em Ascensão
Essa decisão de Zema ocorre em meio às lembranças do negacionismo do governo federal, liderado por Jair Bolsonaro, que atrasou a aquisição de vacinas e promoveu campanhas anti-imunizantes durante a pandemia de Covid-19. Não é um incidente isolado, pois segue o anúncio semelhante feito pelo governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), no dia anterior.
Coordenação ou Coincidência?
A aparente coordenação dessas ações, somada às manifestações negacionistas de seis prefeitos do estado, levanta questionamentos sobre uma possível estratégia coordenada. O vereador do PSOL, Leonel Camasão, denunciou uma "onda" negacionista que começou com o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos), e foi seguida por outros líderes municipais.
Base Legal e Críticas
A atitude dos governadores enfrenta críticas quanto à sua legalidade. O Artigo 132 do Código Penal, que trata de expor a vida de outrem a perigo, e o Artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que penaliza o descumprimento do poder de tutela, são citados como fundamentos para contestar as medidas. O vereador Camasão argumenta que tais ações são conhecidas como ilegais e motivadas por interesses eleitoreiros.
Posicionamentos e Consequências
O ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão condena veementemente a postura dos governadores, afirmando ser "crime contra a saúde pública, a segurança e a vida de nossas crianças e adolescentes". Em um contexto em que a vacinação é requisito para programas federais, como o Bolsa Família, e com o Ministério da Saúde tornando a vacinação contra Covid obrigatória para crianças no ano anterior, as decisões desses governadores levantam preocupações significativas.
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