Padre Julio Refuta Novas Acusações e Confia em Investigação da Arquidiocese de São Paulo
O padre Julio Lancellotti, conhecido por sua dedicação à Pastoral do Povo de Rua em São Paulo, enfrenta uma nova onda de acusações da extrema-direita. Em resposta, ele reiterou, nas redes sociais, que as alegações são "completamente falsas" e expressou confiança nas investigações em curso pela Arquidiocese de São Paulo.
A Arquidiocese, em uma nota publicada recentemente, esclareceu que abriu um novo procedimento investigativo devido a laudos periciais contraditórios e alegações de um suposto novo incidente de abuso sexual envolvendo o padre Julio. Esta decisão foi tomada após interpretações equivocadas do comunicado anterior, divulgado cerca de duas semanas atrás, que afirmava que os vídeos recebidos da Câmara eram os mesmos investigados em 2020, resultando no arquivamento do caso naquela época.
O padre Julio, ao tomar conhecimento do novo procedimento, reafirmou que as acusações são "completamente falsas e inverídicas". Em nota, ele expressou sua confiança de que as apurações conduzidas pela Arquidiocese esclarecerão a verdade dos fatos.
"Estas acusações estão imbricadas em uma rede de desinformação, que mascara eventuais interesses de setores do poder político e econômico em ceifar aquilo que é o sentido do meu sacerdócio: a luta pelos desamparados e pelo povo de rua. Sigo, de maneira inabalada, a esperança de um futuro que extirpe o ódio aos pobres das nossas ruas e dos nossos corações", afirmou o padre Julio em sua nota postada no Instagram.
Assim como em episódios anteriores de ataques da extrema-direita, o padre recebeu amplo apoio, incluindo mensagens solidárias de parlamentares como Guilherme Boulos e Sâmia Bomfim, ambos deputados federais pelo PSOL-SP.
Relembrando o caso que desencadeou as recentes acusações, em janeiro, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite (União Brasil), enviou à Arquidiocese um vídeo de teor sexual, sem autenticidade comprovada, associando-o ao padre Julio. O vídeo, circulado nas redes sociais, estava ligado à tentativa de criação de uma CPI para investigar lideranças que atuam em prol da população de rua, com ênfase no trabalho do padre Julio.
A proposta da CPI, articulada pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil), vinculado ao "Movimento Brasil Livre" (MBL), alegava que o padre fazia parte de uma suposta "máfia da miséria" no centro de São Paulo. Diante da repercussão negativa, muitos vereadores manifestaram recuo e desistência no apoio à CPI. A situação evidencia a polarização política que permeia a abordagem de questões sociais na maior cidade do país.
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